Treta por causa de tinta em cabelo vai parar na Justiça do DF. Entenda

Uma cliente processou uma cabeleireira por não ter gostado da pintura em seu cabelo. Ela alega que outros serviços não foram entregues

atualizado 12/01/2022 22:47

Tintura de cabeloGetty Images

Uma treta envolvendo pintura de cabelo acabou parando na Justiça. Uma cliente processou uma cabeleireira do Distrito Federal por não ter gostado do serviço contratado. A mulher diz que pagou pelo procedimento, mas as madeixas ficaram manchadas. Ela ainda alegou no tribunal ter contratado a colocação de mega hair (extensão capilar) e escova progressiva, mas os procedimentos não foram feitos.

A juíza responsável pela decisão, do Juizado Especial Cível e Criminal de São Sebastião, entendeu que a autora da ação sofreu danos morais e materiais e fixou pagamento de R$ 1,8 mil a título de indenização.

Uma tentativa de acordo foi feita entre a advogada da ré e a autora, com a proposta de devolução parcelada dos valores pagos pelos serviços. Segundo a cliente, somente a primeira parcela foi efetuada, restando um total de R$ 800 de débito. A ré não contestou as alegações e nem apresentou provas em contrário.

Ao avaliar o caso, a magistrada pontuou: “‘O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária”.

Abalo emocional

A juíza ainda entendeu que a confusão abalou emocionamente a cliente: “Quem procura um profissional de beleza a fim de colocar um mega hair não espera deixar o local com o cabelo pintado de cor não condizente com o esperado […]. Os fatos alegados causaram certo abalo à requerente, que ficou com os cabelos manchados e teve de refazer a tintura e o serviço pretendido em local diverso, o que certamente lhe ocasionou abalo emocional hábil a caracterizar dano moral indenizável”, esclareceu a magistrada.

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