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Depois de 24 horas interditado, após uma composição do metrô descarrilar na chegada à Estação Arniqueiras, sentido Plano Piloto, o sistema voltou a funcionar normalmente em Águas Claras por volta das 11h desta quinta-feira (1º/3).

No início da manhã, houve confusão na estação Águas Claras, que serviu de ponto de transbordo entre os ramais que ligavam Taguatinga, Ceilândia e Samambaia ao Plano Piloto. O terminal ficou lotado e a espera entre os trens, que costuma durar cerca de cinco minutos, chegou a 22 minutos.

Todos os usuários que passavam pela região administrativa desembarcaram na estação para pegar outro trem em direção ao Plano Piloto. O mesmo valeu para os sentidos inversos (Ceilândia e Samambaia).

Só um trem de cada vez passava na via entre Águas Claras e Arniqueiras. Além disso, a circulação teve a velocidade reduzida por questões de segurança. Em virtude do acidente e, consequentemente, da redução dos ramais, a empresa estava operando com apenas 12 trens, metade da frota. Isso acabou contribuindo para o excesso de passageiros nas plataformas de embarque.

Conforme nota da companhia, a retirada do trem descarrilado foi concluída por volta das 4h30 desta quinta.

Espera
Os reflexos da demora entre os trens foram percebidos na estação Águas Claras. No local, passageiros relatavam vagões lotados e falta de informação. A empregada doméstica Dilma Belarmino, 42 anos, teve de ligar no trabalho para avisar que chegaria atrasada: “É um transtorno enorme. Não estão sabendo informar como seguir viagem.”

O pintor Diego Leonardo de Carvalho, 28, também reclamou do serviço: “O metrô de Brasília é um dos piores do Brasil. Nunca tinha visto uma bagunça tão grande.”

 

Transtornos
Por conta do problema, o metrô funcionou de forma parcial na capital da República nessa quarta (28/2). A fim de facilitar a volta da população para casa, 11 ônibus foram disponibilizados com o objetivo de levar passageiros gratuitamente entre as estações Arniqueiras e Águas Claras. Mas a quantidade não foi suficiente e houve empurra-empurra.

De acordo com Carlos Alexandre da Cunha, diretor do Departamento de Operações e Manutenção do Metrô-DF, dois trens apresentaram falhas no freio durante o trajeto. “Por isso, a composição teria avançado sobre o para-choque que delimita a área, e os vagões saíram dos trilhos”, esclareceu.

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