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Após a onda de reclamações na manhã desta sexta-feira (1º/6) devido à redução da frota de ônibus na cidade, o GDF decidiu aumentar o número de coletivos em circulação. Pela manhã, 300 ônibus a mais foram colocados para rodar e, à tarde, haverá acréscimo de pelo menos 120 desses veículos. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) determinou também a extensão do horário de funcionamento do metrô – até as 23h30.

Por causa do desabastecimento de combustível e do ponto facultativo nesta sexta, o GDF adotou os horários de sábado para a circulação de coletivos. Isso representou redução de 40% no número de ônibus rodando. Para amanhã, seria adotado o esquema de domingo, com apenas 40% da frota circulando.

A Secretaria de Mobilidade (Semob-DF) informou que, no sábado (2) e domingo (3), os ônibus vão cumprir tabela normal de fim de semana. Ainda segundo a pasta, a Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa) acompanha de perto a operação do transporte público coletivo “para, caso seja necessário, ampliar a frota de acordo com a demanda”.

O Palácio do Buriti apostou em uma demanda reduzida, mas o que ocorreu foi uma enxurrada de reclamações.

“A determinação é de que a Secretaria de Mobilidade faça avaliação da necessidade de um número ainda maior no fim da tarde, no horário de pico, a fim de que as pessoas possam retornar para as suas casas com tranquilidade”, afirmou Rollemberg. “Nós determinamos também o reforço do número de ônibus à tarde para atender a população”, completou o chefe do Executivo local.

Conforme o Metrópoles mostrou, no início do dia, trabalhadores da iniciativa privada e do governo federal, com expediente normal, alegaram ter sido prejudicados. Alguns ficaram aguardando por horas o transporte. Há relatos de insatisfação no Riacho Fundo II, Ceilândia, Gama e Taguatinga.

A vendedora Janete Lourenço, 24 anos, estava indignada na Ceilândia. “Estou há mais de uma hora e meia aguardando um ônibus. Não é possível que o governo achou que todo mundo ia emendar o feriado. É uma falta de compromisso”, reclamou. “Isso é surreal”, completou o auxiliar administrativo Jorge Farias Santos, 21.