Tarado do Parque levou surra na cadeia após se negar a tomar conta de pacote de biscoito

O cozinheiro se negou a tomar conta do alimento, o que provocou a ira do companheiro de cela, que o acertou com o soco no rosto e chutes

atualizado 22/09/2021 19:20

Tarado do parqueHugo Barreto/Metrópoles

Condenado a 25 anos de prisão por drogar, estuprar e roubar pelo menos 13 vítimas, o ex-cozinheiro João Batista Alves Bispo, 41 anos, foi espancado por um detento no Complexo Penitenciário da Papuda. Conhecido como “Tarado do Parque”, o criminoso sexual está atrás das grades desde outubro do ano passado, quando foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Distrito Federal.

A sentença do maníaco, proferida após julgamento, ocorrido na 1ª Vara Criminal de Brasília, determinou que ele cumpra a pena em regime fechado. Em julho deste ano, Bispo foi surrado por outro interno que dividia a cela com ele. De acordo com a ocorrência registrada na 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), o preso exigiu que o cozinho vigiasse um pacote de biscoito.

O cozinheiro se negou a tomar conta do alimento, o que provocou a ira do companheiro de cela, que o acertou com o soco no rosto. Quando caiu, Bispo ainda foi chutado pelo outro interno. Equipes de policiais penais foram acionados e apartaram a briga. Desde então, os dois detentos não se falam.

Os crimes

Bispo foi detido, preventivamente, em 7 de outubro de 2020, por policiais da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). O cozinheiro, que na época trabalhava em uma galeteria da Asa Sul,  dopava homens e, após o golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela”, abusava sexualmente deles. O maníaco já está preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde o cumprimento da preventiva.

Segundo o delegado-chefe da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), Marcelo Portela, que conduziu o inquérito, o acusado tinha um modo semelhante de agir em todas as ocasiões. “Ele ia para locais onde havia grande aglomeração de pessoas – que geralmente estavam buscando algum programa – e começava a conversar com as vítimas. Então, passava a ingerir bebidas alcoólicas na companhia dessas pessoas e conquistava a confiança delas”, detalhou.

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Doses cavalares

Em seguida, ele dopava os homens colocando a medicação em suas bebidas. “Eram doses cavalares, tão altas que uma das vítimas veio a óbito. E havia sempre uma conotação sexual envolvida. Ele as convidava para um pretenso programa, aplicava a medicação e praticava os delitos”, reforçou.

As abordagens, geralmente, ocorriam à noite. De acordo com Portela, as investigações começaram após o crime que levou à morte uma das vítimas, no início de 2020. O homem, encontrado sem vida no dia 20 de janeiro, no Parque da Cidade, era morador da Asa Norte e tinha 30 anos.

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