Sugar baby: “Relação com daddies do DF funciona como prostituição maquiada”

Alguns homens – sugar daddies – chegam a atrasar a mesada. “Sem contar que os valores não passam de R$ 3 mil”, reclama uma das protegidas

Mesadas generosas, jantares sofisticados, viagens internacionais e roupas caras. A rotina dos sonhos de qualquer sugar baby, mimada por seus sugar daddies, seria algo distante da realidade encarada pelas mulheres brasilienses acostumadas a se aventurarem neste tipo de relação, no qual homens endinheirados investem alto para conquistar parceiras jovens e ambiciosas.

Após matéria publicada pelo Metrópoles no último domingo (17/8), onde dados apresentados por um site especializado em encontros revelou números glamourosos, uma das usuárias da plataforma afirma que as relações são pautadas pela prostituição, mentiras e falsas expectativas.

Aos 30 anos e formada em administração de empresas, a moradora de Sobradinho entrevistada pela reportagem contou que os perfis hospedados nas plataformas, em sua maioria, são de garotas de programas que topam sair com homens por um determinado valor pago em troca de uma noite de sexo.

“Sou sugar baby desde 2016 e, portanto, posso falar com propriedade sobre o que está ocorrendo. Há alguns anos, o conceito da relação sugar está sendo distorcido. Tanto no lado feminino quanto pelos homens cadastrados para serem sugar daddies”, disse.

De acordo com a baby, quando os primeiros sites chegaram ao Brasil, os encontros seguiam o padrão desenvolvido nos Estados Unidos, onde mulheres jovens e solteiras mergulhavam em uma relação aberta com homens mais velhos e endinheirados. “Eu me relacionei com homens antes dispostos e seguir esse tipo de relacionamento com tudo que ele pode oferecer, onde ambos eram solteiros. Atualmente, muitos perfis são de homens casados que querem pagar R$ 300 por uma noite, sem qualquer tipo de compromisso. Virou prostituição”, analisou.

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DF tem 28,8 mil sugar daddies
Westend61/Getty/foto ilustrativa Quer ficar ligado em tudo o que rola no quadradinho? Siga o perfil do Metrópoles DF no Instagram Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente. Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre o Distrito Federal por meio do WhatsApp do Metrópoles […]
Maioria dos sugar daddies do DF tem entre 40 e 65 anos
As sugar babies querem ser mimadas e ter uma vida de alto padrão
As mulheres querem ser mimadas e desfrutar de uma vida de alto luxo
A relação é motivada por dinheiro e desejo de ambos
Mesada atrasada

De acordo com a sugar baby, quando uma relação era firmada com um daddy, tudo era definido, inclusive o valor da mesada.

“Cheguei a ficar um ano com um deles e foi maravilhoso. Com a popularização, apareceram muitos homens vendendo uma imagem que não reflete a realidade. Atualmente, no DF, para conseguir uma relação sugar, com tudo o que tem direito, é muito difícil. Alguns chegam a atrasar a mesada. Sem contar que os valores não passam de R$ 3 mil”, contou.

O último relacionamento sugar da brasiliense ocorreu em 2018, com um empresário conhecido no DF e em São Paulo, e durou exatos oito meses. “Foi um dos últimos homens que seguiam os padrões de relacionamentos desta modalidade, mas, mesmo assim, com o passar do tempo, já não cumpria com  que havia sido acordado”, lamentou.

Alguns perfis de sugar daddies chegam a oferecer mesada de R$ 10 mil. “Escrever é fácil. Na prática, o que querem é pagar um valor pelo sexo”, finaliza a jovem brasiliense.