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Os policiais civis entraram com mandado de segurança na Justiça do DF para exigir do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) a publicação imediata dos pedidos de exoneração de quase mil servidores que entregaram, há mais de duas semanas, seus cargos de chefia. A medida foi tomada pela categoria em protesto ao Governo do Distrito Federal, que não atendeu o pleito dos policiais para reajustar os salários em 37%, equiparando os vencimentos com os da Polícia Federal.

Tanto o Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo) quanto o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) ingressaram com mandados de segurança alegando que a não publicação é um “ato omisso” do governador. Segundo Rafael Sampaio, vice-presidente do Sindepo, o pedido à Justiça tem o objetivo de “constranger” o GDF, já que ele está ignorando a manifestação de cada servidor, que não quer mais exercer o cargo em comissão.

O sindicalista admite que a entrega dos cargos vai “engessar” a atividade policial, já que diversas funções só podem ser executadas pelas chefias, uma vez que são atribuições próprias.

Reajuste
A categoria cobra isonomia salarial em relação à Polícia Federal, que recebeu aumento de 37%, em três parcelas, entre 2017 e 2019.  O Palácio do Buriti ofereceu 33% nas seguintes condições: 8% em 2018; 7% em 2019; 8% em 2020; e 10%, em 2021. Somados, os percentuais chegam a 33%, mas o GDF explica que, com os índices que incidem durante os anos, o aumento chega a 37%.

Uma nova assembleia foi marcada para o dia 6/9, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), com a realização de uma caminhada até o Congresso Nacional. Lá, serão fincadas no gramado mais de mil cruzes que representam o número de mortes no DF durante o mandato de Rollemberg.

 

 

 

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