Senhora de 83 anos morre após ser atropelada dentro do Iate Clube
Marlen Haddad Rocha saía da academia nesta quinta (21/4) quando foi atingida por um Honda CR-V. O motorista procurava uma vaga no estacionamento interno do Iate Clube de Brasília e não viu a senhora
atualizado
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Uma senhora de 83 anos, Marlen Haddad Rocha, morreu no final da tarde desta quinta-feira (21/4), vítima de atropelamento dentro do Iate Clube de Brasília.
Marlen caminhava pelo estacionamento das churrasqueiras do clube, quando um Honda CR-V preto passou acidentalmente em cima de seus pés. A senhora desequilibrou, caiu e bateu a cabeça.
Ela foi socorrida, primeiramente, pela equipe de seguranças do Iate e pelo próprio motorista. Em seguida, uma unidade do Samu levou Marlen para o Hospital de Base, onde a senhora acabou falecendo por volta das 15h40. A causa da morte foi apontada como traumatismo craniano. A vítima também fraturou o fêmur.
O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia como atropelamento fatal, mas os investigadores ainda vão ouvir testemunhas e os donos do carro para concluir o inquérito.
O comodoro do Iate, Edison Garcia, contou ao Metrópoles como se deu o acidente e disse que o clube está mobilizado para apurar as causas da tragédia e dar apoio à família.
Segundo Garcia, a senhora chegou de carro ao clube, nesta quinta (21), como de costume. Estacionou e foi para a academia. Por volta das 10h30, ela voltou ao veículo para buscar o celular. Quando retornava para a academia, foi atingida pelo CR-V, que, de acordo com testemunhas, estava em baixa velocidade.
O motorista havia deixado sua mulher no salão de beleza do clube, onde também funciona a academia. Ele procurava uma vaga e não enxergou Marlen. O filhinho do casal, de 2 anos, estava dentro do carro. Ao perceber o acidente, o condutor desceu do veículo e socorreu Marlen. Ele a acompanhou até o Hospital de Base.
Uma flor no Jardim do Éden
Marlen nasceu em Lavras, em Minas Gerais, mas morava em Brasília desde 1959. Era aposentada da Secretaria de Educação e deixou três filhos e três netos.
Muito emocionado, o filho Leonardo Haddad disse ao Metrópoles que o Iate era um paraíso para toda a família. “Minha mãe tinha muitos amigos no Iate, ia e voltava todos os dias dirigindo o seu carro. Pouco antes do acidente, ela me mandou uma mensagem falando como estava bom o dia no clube”, disse Leonardo.
Tudo isso é muito triste, mas o Jardim do Éden precisava de mais uma flor
Leonardo Haddad, filho de Marlen

Comodoro lamenta a tragédia
“A administração do Iate clube lamenta profundamente o ocorrido, se solidariza com a família pela perda, e coloca todo o apoio do Iate à disposição”, disse Edison Garcia.
O comodoro também afirmou que a administração do Iate está apurando os fatos por meio do testemunho de funcionários e de pessoas que viram o acidente: “O clube está disponível às autoridades para prestar todas as informações”.
Maior e mais tradicional clube de Brasília, o Iate tem a mesma idade da capital federal, por isso ontem era dia de festa. Em eventos como o desta quinta, a administração disponibiliza manobristas para evitar transtornos no estacionamento do lugar que, com 720 vagas, não é suficiente para a quantidade de sócios e seus familiares. A estimativa é que ontem circularam pelas dependências do Iate Clube por volta de 3,5 mil pessoas.
A família de Marlen aguarda a liberação do corpo para o início do velório. O velório de dona Marlen começa às 15h e o sepultamento está previsto para 17h, no Cemitério Campo da Esperança.
