Polícia divulga imagens de homem suspeito de matar revisor de jornal

A vítima fez check-in em um motel do Núcleo Bandeirante. Rubens estava com um jovem que aparentava ter cerca de 20 anos

atualizado 22/05/2018 12:23

Reprodução

A 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) divulgou as primeiras imagens do homem suspeito de matar o revisor de jornal Rubens Bonfim Leal, 35 anos. O crime ocorreu em 13 de maio dentro de um motel da região administrativa.

A vítima fez check-in por volta das 7h45. Rubens estava com um jovem que aparentava ter cerca de 20 anos. O suspeito fugiu e o revisor foi achado já sem vida no quarto. O corpo tinha marcas de perfurações feitas com faca.

Quem reconhecer o suspeito deve entrar em contato com a Polícia Civil. As denúncias podem ser feitas por quatro meios: telefone 197; site www.pcdf.df.gov.br;  e-mail [email protected]; ou WhatsApp (61) 98626-1197. É importante ressaltar que o sigilo das informações é absoluto.

Querido por todos
Rubão, como os amigos mais próximos o chamavam, trabalhava como revisor no Correio Braziliense. Tinha como marca registrada a alegria. Assim o descrevia quem conviveu próximo ao profissional. “Ele era super amoroso e sorridente. Tinha sempre uma palavra amiga”, lembrou a arquiteta Cláudia Siqueira, 38 anos.

Cláudia conheceu Rubens na Paróquia Divino Espírito Santo, no Guará II, há pelo menos 20 anos. Ela recorda com saudosismo das apresentações do amigo. “Ele era tão alegre, emocionava-se toda vez que cantava. Era lindo.”

0

O crime
Uma outra amiga contou à Polícia Civil que estava com Rubens em uma festa no Guará, no sábado (12), véspera do homicídio. Por volta das 4h30, a mulher o levou à casa dele, também na cidade. Segundo a moça, o jovem pegou o próprio carro e disse que “daria uma volta” no Polo de Modas, no Guará II. Depois disso, ela foi embora.

Rubens morreu a golpes de arma branca dentro do Paradise Vegas Motel, no Núcleo Bandeirante. Chegou ao motel dirigindo um VW Gol e acompanhado de um homem. Em conversas preliminares com a PCDF, o porteiro do motel Josemy Gonzaga disse que o passageiro aparentava ter de 20 a 22 anos.

Aos investigadores, a camareira Francisca Souza contou ter ouvido, por volta das 8h, gritos de socorro. A mulher acrescentou que esse tipo de incidente não ocorre comumente no motel. Ainda segundo a funcionária, ela não tomou providências porque, em situações como essa, o gerente é quem costuma agir.

Na sequência, o acompanhante de Rubens tentou sair do motel dirigindo o carro do revisor. Josemy descreveu o jovem como branco, magro, de cabelos castanhos e barba rala. O suposto autor do crime trajava bermuda, camiseta e blusa de frio, e calçava chinelos. Quando tentou deixar o local, ainda segundo o porteiro, o rapaz alegou que iria à farmácia comprar remédio.

Como a conta não havia sido paga, Josemy barrou a saída do acompanhante. Em seguida, o porteiro ligou para a suíte, mas Rubens não atendeu a ligação. A Polícia Civil foi acionada e encontrou a vítima na entrada do banheiro de uma suíte, caído no chão, de bruços e nu. Mãos e pernas estavam amarradas com lençóis e havia sangue em volta do corpo. Na sequência, o Corpo de Bombeiros chegou ao local e constatou a morte.

Os investigadores da 11ª Delegacia de Polícia encontraram o carro do revisor em frente a uma suíte diferente da reservada pela vítima. No veículo, havia uma bicicleta, periciada no dia 14 de maio. Os policiais acreditam que o suspeito fugiu ao subir em uma VW Kombi estacionada no local e, depois, pular o muro do estabelecimento.

PCDF/Divulgação
Bicicleta apreendida

Últimas notícias