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Quase dois anos após a morte da estudante Jéssica Leite, 20 anos, a Polícia Civil do DF conseguiu identificar o autor do latrocínio (roubo seguido de morte). Diego Mourão de Amorim, 25, confessou ter assassinado a universitária porque ela teria se recusado a entregar o celular. Em depoimento, deu detalhes do crime. Disse que acertou a jovem apenas com um golpe de faca no peito.

Jéssica Leite foi assassinada na tarde do dia 14 de junho de 2016, na EQNL 21/23, em Taguatinga. No momento em que foi morta, ela tinha saído de casa para ir à Universidade Católica de Brasília (UCB), onde cursava jornalismo. O Corpo de Bombeiros tentou reanimá-la, mas a vítima não resistiu.

Ao delegado da Coordenação e Repressão de Homicídios, Filipe Campos, o rapaz disse que a vítima se recusou a entregar o celular. “Ele puxou, ela disse que não ia dar. Então, cravou a faca no peito da Jéssica”, ressaltou o policial.

Diego disse que, horas antes do crime, havia usado drogas na praça onde matou a moça. Ele estava com uma mulher identificada como Tatiana Pinto de Oliveira, 29. Depois da morte de Jéssica, cometeu outros crimes como roubo e resistência. Em julho de 2017, foi preso.

O homem estava cumprindo pena na Papuda por roubo e confessou o crime na semana passada. Atualmente, está em regime semiaberto, mas não usufrui do benefício, pois não tem trabalho externo. Agora, com a prisão por latrocínio, pode cumprir as penas em regime fechado.

O suspeito disse que abordou a jovem enquanto Tatiana mexia na bolsa de Jéssica. Depois de cravar a faca no peito da vítima, levou o celular da estudante. Seguiu para a igreja e lavou as roupas que estavam sujas de sangue. Dias depois, o aparelho foi vendido na Feira do Rolo, em Ceilândia.

Diego e Tatiana foram indiciados por latrocínio doloso na forma consumada. Se condenados, podem pegar de 20 a 30 anos de reclusão. A mulher está foragida. “Inicialmente, Diego já figurava como principal suspeito, mas, à época, a polícia não tinha a materialidade necessária para fazer o indiciamento”, ressaltou o delegado.

 

 

A jovem era definida por amigos como uma moça feliz. A indignação com os problemas do país e a injustiça social também eram traços da personalidade dela, características que a motivavam a cursar jornalismo. Jéssica queria trabalhar em uma redação. Extrovertida e comunicativa, ela sempre estava rodeada de pessoas.

No dia seguinte ao crime, a Polícia Civil encontrou porções de maconha, microsselos de LSD, uma balança de precisão e um aparelho para triturar a droga na mochila que estava com a vítima na hora em que ela foi morta. Mas, segundo os investigadores, não ficou comprovado nenhum envolvimento da universitária com o tráfico de drogas. A família alega que tudo pode ter sido plantando durante a aglomeração de pessoas logo após o assassinato.

“Estivemos na casa da Jéssica no dia do crime em busca de drogas, mas não encontramos nada. Assim, a teoria de que ela traficava é muito improvável. A mãe também disse desconhecer que a filha usava drogas ou tinha qualquer inimigo”, ressaltou, à época, o delegado da 17ª Delegacia de Polícia, Flávio Messina.

 

 

 

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