PCDF prende homem que se passou por delegado para roubar armas

Ele foi abordado na BR-020, em Planaltina, durante a Operação Mendax, deflagrada na manhã desta quinta-feira (01/08/2019)

PCDF/DivulgaçãoPCDF/Divulgação

atualizado 01/08/2019 15:07

A Polícia Civil prendeu um homem que participou de assalto cinematográfico em Taguatinga. O criminoso, identificado como Edson Alves de Lima, se passou por delegado para roubar armas e munições. Ele foi abordado na BR-020, em Planaltina, durante a Operação Mendax, deflagrada na manhã desta quinta-feira (01/08/2019).

Segundo investigações da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), dois assaltantes invadiram uma residência em Taguatinga fingindo ser policiais civis. Eles disseram aos moradores que precisavam conferir a “regularidade” das armas que estavam guardadas na casa. Edson se apresentou como delegado de polícia.

“Após localizar as duas armas de fogo pertencentes ao dono da casa – um revólver, calibre .44 e uma pistola, calibre .380 –, a dupla anunciou o assalto e trancou a família em um dos quartos. Em seguida, os autores fugiram levando as armas e cerca de 100 munições”, detalhou o delegado Fernando Cocito.

O comparsa de Edson, identificado como Aldair Duarte de Lima, foi preso no dia 30 de maio deste ano, em Águas Lindas de Goiás (GO). Ele ainda estava com a pistola roubada. O homem tinha três mandados de prisão em aberto, todos por roubo. A prisão de Edson foi decretada pela Justiça e ele acabou detido nesta quinta-feira (01/08/2019), quando chegava ao Distrito Federal em um ônibus interestadual que partiu de Caraúbas (RN).

O suspeito foi reconhecido pela família assaltada por meio de fotos, uma vez que ele era fichado na polícia. A partir daí, os policiais passaram a monitorá-lo. Eles conseguiram rastrear uma passagem de ônibus com um dos nomes falsos que Edson usava. Após localizá-lo, no bairro Bezerra, em Formosa (GO), Entorno do DF, cumpriram a prisão preventiva. O acusado vai responder por roubo. Se condenado, pode pegar até 10 anos de prisão.

Edson tinha 10 mandados de prisão em aberto — nove por roubo e um por homicídio. Ele é acusado de executar um PM de Goiás. “Estava foragido há 15 anos e se valia de documentos falsos em nome de terceiro”, destacou Cocito.

PCDF/Divulgação
Arma apreendida

Ainda segundo o delegado, a polícia tem registrado com mais frequência crimes de falsidade ideológica. “A gente tem que fazer um trabalho de alertar a população. Sempre que alguém se identificar como policial, exija que a pessoa lhe mostre a carteira funcional, com a matrícula e distintivo. Assim não é qualquer um que vai entrar na sua casa”, ressaltou Cocito.

Últimas notícias