Motorista de app é achado morto no Distrito Federal

Havia um carro abandonado perto da área onde o cadáver estava, em região rural da Granja do Torto. A suspeita é de homicídio ou latrocínio

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atualizado 23/01/2020 13:58

O corpo de um motorista de aplicativo foi encontrado, na manhã desta quinta-feira (23/01/2020), no Condomínio Núcleo Rural Boa Esperança ll, na região da Granja do Torto. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) esteve no local, por volta das 7h, e achou também um carro Renault Logan de cor branca.

O cadáver estava de bruços dentro de uma poça de água, segundo o morador que o achou. O veículo estava em outra vala. O lugar fica próximo ao Condomínio Boa Esperança. Havia também duas facas onde o homem foi achado.

Identificado como Maurício Cuquejo, o trabalhador tinha 29 anos e morava em Santa Maria. De acordo com informações de redes sociais, o rapaz cursava gastronomia na Unieuro.

É o segundo caso de morte de um motorista de aplicativo em 2020 no Distrito Federal. No dia 18 de janeiro, Aldenys da Silva, também de 29 anos, foi localizado às margens da BR-070, na entrada de Brazlândia. Ele estava desaparecido desde 3 de janeiro.

Segundo a PM, a suspeita é de homicídio. A perícia da Polícia Civil (PCDF) também foi acionada. O caso ficará a cargo da 2ª DP (Asa Norte).

Confira fotos do local:

Investigação

De acordo com o delegado Laércio Rossetto, a perícia está em andamento e a polícia trabalha com duas possibilidades: latrocínio ou homicídio.

“Ele era motorista de aplicativo e estava fazendo uma corrida pela região. O homem era morador de Santa Maria. O corpo, provavelmente, estava dentro da mala do veículo”, pontuou Laércio.

Ainda segundo o investigador, quem matou Maurício tinha mesmo essa intenção, devido à brutalidade do crime. “O corpo tinha várias perfurações. O carro era novo e pertencia à vítima. Estatisticamente, esta região não é perigosa, mas vamos trabalhar para não ficar nenhum vestígio”, ressaltou.

Testemunha

Conforme relatos do morador que encontrou o cadáver, Maurício foi morto a facadas. “Íamos para o hospital e vimos um carro todo aberto, com marcas de sangue no porta-malas. Paramos e minha esposa viu o corpo”, lembra Francisco Nunes, 56 anos.

“Imediatamente, puxei a placa para ver se era roubado, mas não. Chamamos a polícia. Isso tudo aconteceu por volta das 7h. Essa região não é perigosa: em cinco anos que moro aqui, só teve um estupro e só. Faço esse trajeto todo dia e não acho a região perigosa”, apontou Francisco.

A informação de que se tratava de um motorista de aplicativo foi dada por um funcionário da seguradora do carro. De acordo com ele, a última viagem feita pela vítima ocorreu à 1h da madrugada desta quinta-feira.

Números

Com base em levantamento feito pela Polícia Civil, ao qual o Metrópoles teve acesso, a quantidade de condutores dos aplicativos Uber, 99 e Cabify vítimas de roubo com restrição de liberdade ou sequestro relâmpago, como o crime é popularmente conhecido, saltou de 22 casos em 2017 para 71 episódios apenas nos seis primeiros meses de 2019.

Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2018, foram computadas apenas 14 ocorrências policiais. Na prática, isso significa que, em 2019, todo mês praticamente 12 condutores foram sequestrados durante corridas no DF.

O balanço expõe a vulnerabilidade de quem depende do trabalho para sobreviver ou encontrou na atividade uma forma de conseguir mais dinheiro ao final do mês.

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