Manifestantes começam a chegar ao DF em meio a reforço na segurança

Entre 5 e 10 mil pessoas são esperadas na manifestação que vai acompanhar a votação da chapa Dilma-Temer a partir desta terça (6/6)

A Polícia Militar divulgou, na tarde desta segunda-feira (5/6), o esquema de segurança para a votação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começa nesta terça (6). Os manifestantes serão alocados em uma área entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Quatro ônibus vindos do Rio de Janeiro e de Minas Gerais já chegaram à capital. Os veículos foram vistoriados pela PMDF. A polícia manterá efetivo no Congresso Nacional para eventuais deslocamentos de manifestantes, independentemente do resultado do julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer.

A Operação Votação Segura, porém, será focada na região dos tribunais e no Congresso Nacional. A área próxima ao local da votação será isolada. O acesso aos prédios será permitido apenas para funcionários, advogados e partes envolvidas em pautas nos tribunais.

A expectativa é de que 5 a 10 mil pessoas compareçam à votação, marcada para começar às 19h desta terça (6) e podendo se estender até a quinta-feira (8). Mil policiais militares farão o controle do protesto. A operação terá início nesta segunda-feira a partir das 23h.

“Nós não vamos ter linha de revista, considerando que a disposição geográfica dos tribunais superiores não permite o isolamento da área. Porém, isso não significa que a Polícia Militar não vai estar atenta à manifestantes que estejam portando objetos ou que tenham comportamento inadequado”, garante o coronel Julian Pontes, do Gabinete Operacional de Ordem Pública (GOOP). Não haverá fechamento no trânsito da Esplanada.

Reforço nos equipamentos
Para evitar episódios de violência, como o ocorrido no protesto do dia 24 de maio na Esplanada dos Ministérios, a corporação licitou novo estoque de equipamentos. Porém, não há previsão para a chegada dos novos suprimentos.

Para a manifestação desta terça-feira serão utilizados dois tipos de munição de impacto controlado, quatro de munição de lançamento lacrimogênea e sete variações de granadas explosivas. Ao todo, a PMDF investiu R$ 1,9 milhão nas aquisições, incluindo atiradores de precisão.

A Operação vai contar com profissionais dos batalhões de Choque (BPChoque), Patrulhamento Tático Móvel (Patamo), Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), Trânsito (BPTrans) e do Regimento de Policiamento Montado (RPMon, a cavalaria da PMDF).

Confira imagens da manifestação da Esplanada no dia 24 de maio:

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Michael Melo/Metrópoles
Michael Melo/Metrópoles
Michael Melo/Metrópoles
Rapaz ferido por bala de borracha
Confronto na Esplanada
Michael Melo/Metrópoles
Michael Melo/Metrópoles
Ministério da Fazenda foi depredado pelos manifestantes
Policial é ferido
Policiais lançam bombas de efeito moral
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Michael Melo/Metrópoles
Manifestação na Esplanada
Daniel Ferreira/Metrópoles
Vândalos não pouparam os ministérios
Banheiros químicos foram transformados em barricadas
Michael Melo/Metrópoles

Inquérito em andamento
A última manifestação contra Temer terminou em quebra-quebra e 49 feridos na Esplanada. Entre eles, um servidor público aposentado de Minas Gerais que levou um tiro de arma de fogo.

A PMDF apura a conduta dos policiais militares que atiraram em manifestantes durante o ato. O prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias contados a partir de sua abertura. “É prematuro algum pronunciamento nesse momento. O prazo é de 30 dias. O caso pode ser encaminhado para o Ministério Público ou arquivado”, explicou o coronel Julian Pontes.

À época, o comandante da PMDF, coronel Marcos Nunes, afirmou que a corporação “agiu sob limite e com a força necessária”. No entanto, lamentou o incidente. “Tivemos, sim, um episódio e já foi instaurado inquérito policial para apurar o caso. Tenho 30 anos de manifestações na Esplanada e nunca tinha visto algo assim. A manifestação foi muito agressiva, mas mesmo assim não podemos fazer isso. Todas as circunstâncias precisam ser apuradas”, afirmou.