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Cinco pessoas foram presas nesta quinta-feira (10/5) pela Polícia Civil suspeitas de aplicar um golpe em mais de 35 estabelecimentos comerciais do DF. O grupo pegava chaves de casas localizadas em áreas nobres, como Lago Sul, asas Sul e Norte, Guará e Núcleo Bandeirante, em imobiliárias sob o pretexto de visitá-las para aluguel. Enquanto permaneciam nos imóveis, compravam o que conseguiam via delivery e depois fugiam sem pagar.

As investigações foram feitas pela 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina). O esquema era complexo e causou prejuízos em mais de 10 cidades do DF. Após o período permitido para visitas, os golpistas devolviam outras chaves às imobiliárias e permaneciam nos imóveis, de onde faziam pedidos de produtos diversos (ar-condicionado, máquinas, tintas, eletrônicos, roupas e bebidas) pelo sistema de entrega a domicílio.

Na entrega, um dos integrantes do grupo – vestindo roupa de agente penitenciário de Goiás – dizia que um familiar, em outro local, pagaria a conta, pois havia esquecido de deixar o cartão de crédito. Aproveitando que o uniforme gerava uma certa confiança, ele convencia os funcionários a irem receber o dinheiro em outro endereço. Era o tempo suficiente que precisavam para sair do imóvel e desaparecer, levando as mercadorias.

Quando o entregador chegava no endereço indicado, percebia que havia sido enganado. Segundo a PCDF, os acusados iriam praticar um golpe no Guará, nesta quinta (10), quando acabaram presos. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.

Em alguns casos, os entregadores tiveram de arcar com os prejuízos. Foram presos, em flagrante, ainda dois comerciantes, por terem adquirido produtos do grupo com frequência. Um deles comprou vários rolos de arame e outro uma smart TV.

As investigações começaram a partir de um golpe em uma distribuidora de bebidas. A operação foi batizada de Mamon.