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Em reunião na tarde desta sexta-feira (16/9) entre representantes de agentes e delegados da Polícia Civil do Distrito Federal, do Ministério Público e do GDF, no Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), a categoria discutiu novas propostas de correção salarial. Mas, por enquanto, não há consenso.

Foram discutidas três propostas distintas, que somam correção de 37%. Na primeira, os policiais civis pediram reajuste a ser pago em três parcelas, começando com o primeiro pagamento a partir de junho do ano que vem (10%); mais 11,5% em junho de 2018; e 13% em junho de 2019.

Daniel Ferreira/Metrópoles
Na segunda, o DF se comprometeu a pagar o reajuste em quatro parcelas, sendo outubro de 2017 a primeira (7,5%); a segunda em 2018, de 8%; a terceira em 2019, de 8,5%; e em 2020 mais 8,5%. Já o MP propôs o pagamento da seguinte forma: outubro de 2017 (7%); 10% em outubro de 2018; 10%; em outubro de 2019; e o restante em 2020, sem data definida.

Agora, o secretário da Fazenda do DF, João Fleury, prometeu levar a proposta do MP para análise do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Em assembleia na tarde desta sexta, os agentes e os delegados rejeitaram o que foi colocado na mesa de negociação. Durante assembleia do sindicato, os policiais levaram um boneco do governador, e o batizaram de Rollinóquio (em alusão ao personagem infantil pinóquio) e “Enrollemberg”.

Os policiais definiram ainda que a Operação Legalidade, iniciada em 4 de julho, vai continuar. Entre os desdobramentos da mobilização, está o fechamento de 21 das 31 delegacias a partir das 19h. As unidades estão com horário restrito, segundo a direção da Polícia Civil, devido à falta de pessoal. A medida começou a valer na última quarta-feira (14). Na próxima terça-feira (20), eles prometem fazer manifestações em todas as delegacias, colocando cruzes e caixões.

Na quarta-feira (21), os sindicatos que representam os agentes e os delegados (Sinpol e Sindepo) vão tentar um acordo extrajudicial com o GDF. “Eles estão fazendo propostas pra não serem aceitas”, disse o presidente do Sinpol, Rodrigo Franco, ao final da reunião. “Entendemos que não houve avanço. Dessa maneira, a posição do governo está sendo de intolerância com a Polícia Civil”, disse o presidente do Sindepo, Rafael Sampaio.

O secretário de Fazenda, João Fleury,  diz que o GDF tem deficit de R$ 900 milhões em caixa e que não existe possibilidade de reajuste da forma que os policiais querem. Questionado sobre os aumentos de todos os servidores previsto para o próximo mês, ele disse que, se não houver recurso financeiro, “nós vamos ter de sentar para discutir”.

Na quinta-feira (22), uma audiência pública acontecerá na Câmara Legislativa do DF (CLDF) sobre o Fundo Constitucional. Na ocasião, o sindicato afirma que “denunciará aos deputados e à população um corte de quase R$ 500 milhões na folha de pagamento da PCDF em 2017”.

 

 

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