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A partir desta sexta-feira (14/9), os médicos da Intensicare deixam o Hospital Regional de Santa Maria e a gestão passa a ser responsabilidade da Secretaria de Saúde do DF (SES). Esses eram os últimos 10 profissionais que atuavam sob a gestão da empresa terceirizada nos leitos da unidade de terapia intensiva (UTI) pediátrica. O GDF se comprometeu a “admitir os intensivistas pediátricos aprovados em concurso público”.

Assim como os outros profissionais que atuaram na gestão dos leitos, os médicos saem da unidade de saúde sem receber. A SES deve para a Intensicare, somente nesta gestão, sete meses de provimento pelos serviços prestados. Se forem somadas dívidas de governos anteriores, são nove os meses que a empresa não recebeu.

A Secretaria de Saúde afirmou que aguarda ajustes impostos pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) para efetuar pagamento.

Porém, a Intensicare afirmou que todas as informações solicitadas pelo Tribunal de Contas para fins de pagamento à empresa foram prestadas à Secretaria de Saúde, “não restando qualquer óbice jurídico ou administrativo para que os pagamentos em atraso sejam realizados”.

Ainda segundo a Intensicare, a empresa espera que os pagamentos referentes aos serviços prestados nas UTIs do HRSM sejam regularizados.

Serviços anteriores
As mudanças em andamento no Hospital Regional de Santa Maria fazem parte do plano de reestruturação dos leitos intensivos da rede, que prevê, entre outras medidas, a assunção de todos os leitos intensivos daquela unidade por parte da pasta.

Foi dada uma determinação judicial para que a Intensicare mantivesse os serviços até a Secretaria de Saúde os assumir a contento.

Em novembro de 2016, a Justiça acolheu integralmente pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e determinou que a secretaria assumisse a gestão da terceirizada. A Intensicare mantinha 100 leitos de UTI na unidade.