Filha vai à Justiça para tratar pai com câncer na rede pública

José Antônio dos Santos está com tumor na língua e precisa iniciar radioterapia e quimioterapia imediatamente

imagem cedida ao Metrópoles

atualizado 15/01/2020 11:05

A filha do auxiliar de serviços gerais José Antônio dos Santos, 54 anos, tenta conseguir tratamento para o pai, que está com câncer na língua. A luta vem desde novembro de 2019, quando ele recebeu o diagnóstico, após a realização de três biópsias.

Segundo Vanessa Fernandes, 29, o que começou como uma lesão, em agosto do ano passado, se agravou rapidamente. Agora, José Antônio não tem mais a parte esquerda da língua, não consegue mastigar nem falar.

O drama começou há cinco meses, quando uma lesão na língua levantou a suspeita de que a saúde dele poderia não estar muito bem. “Desde o começo, o médico falou que o caso era cirúrgico. Nós entramos com pedido na Defensoria Pública para garantir a cirurgia. Veio a decisão, mas demoraram para marcar a cirurgia”, lembra Vanessa.

“Quando eu recebi a ligação do Hospital de Base, a cirurgia já não resolveria o problema. A recomendação, desde então, é fazer radioterapia e quimioterapia”, diz a filha.

Segundo Vanessa, o tratamento deveria ter iniciado a partir da recomendação médica, no começo de janeiro. Entretanto, José Antônio ainda não passou por nenhuma sessão de quimio ou radioterapia.

Após o agravamento do quadro, ele só consegue suportar as dores com medicação forte. Também se alimenta apenas de líquidos e se comunica por gestos.

Descrito como alguém “alegre, falante e que não consegue ficar quieto” pela filha, o auxiliar de serviços gerais, agora, passa os dias no sofá de casa, em frente à televisão, na casa onde mora, em Samambaia.

O que diz o Hospital de Base

O Instituto Hospital de Base (IHBDF) informou que José Antônio é avaliado conjuntamente por cirurgiões de cabeça e pescoço e oncologista, que decidem qual o tratamento mais apropriado.

“O paciente recebeu indicação para radioterapia no último sábado (11/01/2020) e está na fila para iniciar o tratamento, que deverá estar associado à quimioterapia. O Hospital de Base ressalta que pacientes com câncer são reavaliados rotineiramente para readequações do tratamento”, disse a unidade, em nota.

Nessa terça-feira (14/01/2020), 90 pacientes aguardavam para iniciar tratamento com radioterapia, sendo 18 com classificação vermelha, 44 amarelos, 25 verdes e três azuis. Entre os casos graves (vermelhos), a solicitação mais antiga é do dia 2 de janeiro de 2020.

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