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No dia 31 de julho, Nayane Fragoso de Almeida, de 20 anos, voltava de uma festa com três amigas quando o carro em que estavam capotou em uma via de Samambaia. A jovem sobreviveu ao acidente, mas, passados dois meses, a situação é delicada.

Segundo parentes, ela chegou a ter uma melhora na unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital de Base, mas, após uma transferência para o Hospital Regional de Samambaia (HRSAM), o quadro teria se tornado crítico novamente. Agora, eles lutam para reencaminhar a paciente para a unidade no Plano Piloto.

Para o irmão da jovem, Wellisson Fragoso, de 33 anos, a situação de Nayane piorou ao ser tirada da UTI no Hospital de Base. “Ela chegou com traumatismo craniano e lesões graves na coluna, mas depois de um tempo começou a responder a estímulos de voz. Não entendemos por que ela foi tirada de lá. Agora, ela não responde a nenhum sinal”, afirma.

A mãe alega que a paciente foi transferida sem autorização da família. “No dia 18 de agosto, cheguei para visitá-la, mas me disseram que ela teve alta da UTI e que seria levada ao Hospital de Samambaia”, relata Clemilda de Sousa.

Os parentes contam que, em Samambaia, a jovem não teve o tratamento adequado, apresentou piora e teve de ser levada  à UTI local. Mesmo com o quadro estabilizado, a família de Nayane acredita que ela seria melhor assistida no Hospital de Base. “Desde então, tentamos de tudo para que ela fosse transferida novamente, mas a Secretaria de Saúde nos diz que o procedimento foi normal”, reclama Wellisson.

Protocolo
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do DF alegou que a remoção de pacientes entre as unidades que compõem a rede pública segue o protocolo estabelecido pela própria pasta. “A secretaria esclarece que a alta da UTI não significa que o tratamento tenha sido finalizado e reforça que, por este motivo, ela foi transferida para o Hospital Regional de Samambaia (unidade de origem)”, informou.

Ainda segundo o órgão, a direção do HRSAM informou que a paciente seria transferida no último sábado (1) para uma enfermaria com suporte neurológico no Hospital Regional de Taguatinga, mas ela apresentou piora em seu estado e a equipe decidiu mantê-la na unidade. Assim que ela tiver em condições de ser transportada, será levada para o HRT.

 

 

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