“Rota de fuga da água”: moradora tem carro arrastado durante temporal

Chuvas registradas nessa quinta-feira (26/3) arrastaram carros e destruíram asfalto em condomínio de Vicente Pires

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
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1 de 1 casa-alagada-chuvas-vicente-pires - Foto: Material cedido ao Metrópoles

As fortes chuvas registradas nessa quinta-feira (26/3) deixaram um rastro de destruição em várias regiões do Distrito Federal. Moradores de um condomínio em Vicente Pires (DF) viveram momentos de desespero diante do grande volume de água.

Veja:

A empresária Soraya Valenza, de 59 anos, foi uma das moradoras mais afetadas pelas fortes chuvas que causaram prejuízos e um rastro de destruição no Condomínio Residencial Canto do Sabiá.

Ao Metrópoles, ela contou que, apesar da intensidade da chuva, o problema foi agravado pelo fato de a região ter se tornado um caminho de escoamento de água após intervenções feitas nos últimos anos.

“Foi muito volume de água, só que não desceu transbordando aqui do lado de fora. Ela transbordou porque acumulou água num bolsão lá em cima e a nossa casa agora, essa região, virou rota de fuga da água que vem de Taguatinga e do Taguaparque. A água vem descendo com toda a força”, afirmou.

Segundo Soraya, não é a primeira vez que a situação acontece. Ela lembra que, em 2020, após a construção dos bolsões de contenção, outro episódio semelhante também causou prejuízos.

“É um conserta, estraga, conserta, estraga. Constrói muro, destrói muro. Porque nos colocaram numa rota de fuga, e a gente já teve chuvas fortes aqui antes desse bolsão e não acontecia esse tipo de tragédia aqui”, disse.

A moradora conta que não estava em casa no momento da chuva e ficou sabendo dos estragos pela ligação de uma vizinha.

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Região ficou tomada por lama e entulhos
Carros foram arrastados pelo grande volume de água
Muros foram derrubados por causa da água
Veículo ficou totalmente destruído
Asfaltos foram arrancados devido as fortes chuvas
Casas ficaram destruídas depois das fortes chuvas
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“Minha filha também ligou chorando, com muito medo. Em seguida, eu já vim correndo e não conseguia nem entrar porque era muita água na rua. Não tinha como chegar”, relatou.

Além do susto, houve prejuízos materiais. O carro da família foi arrastado pelo grande volume de água após o portão ceder, colidindo contra o muro e outros veículos ao longo da rua.

“A sensação é de impotência por saber que nada impede de que, quando volte a chover, isso aconteça de novo. Parece que, enquanto não acontecer uma tragédia de verdade, eles não vão tomar uma atitude”, disse Soraya.

Desespero

O síndico do condomínio, Ricardo Diniz, descreveu o cenário como de desespero durante a chuva. Segundo ele, a água veio de casas de cima e rompeu uma contenção construída após um episódio semelhante ocorrido há cerca de seis anos.

“Com a chuva muito forte, a água acumula na piscina de contenção do Taguaparque, mas ela não suporta o volume. Acaba transbordando e, somada à água da chuva, gera um efeito de tsunami, com a água descendo muito forte”, explicou.

De acordo com o síndico, o sentimento é de insegurança e medo por não haver garantia de que algo semelhante não irá acontecer de novo.

“Não apareceu ninguém do GDF para ver o que está acontecendo e indicar providências. A pavimentação foi comprometida, meio-fio, guia e muro estão danificados e a gente não consegue nem definir o que é responsabilidade do condomínio e o que é do poder público”, disse.

O que diz a administração

Ao Metrópoles, o administrador de Vicente Pires, Anchieta de Sousa Coimbra, contou que equipes trabalham na retirada de resíduos, recuperação provisória do asfalto e avaliação das bacias de contenção.

De acordo com ele, também foram acionadas a Defesa Civil e a Secretaria de Assistência Social para atender as famílias afetadas.

“As famílias que tiveram muro caído e perda de imobiliário, nós acionamos ontem a defesa civil e eles já visitaram essas famílias ontem à noite para avaliarem a situação dos imóveis pós-chuva”, disse Anchieta.

“É impossível prever um volume de água de 380 milímetros de Taguatinga que escoa para cá. A média de chuva aqui é 40, 50 milímetros. Ontem choveu 380 milímetros. Não tem estrutura que aguente a força da natureza”, declarou.

O administrador acrescentou que há estudos em andamento para ampliar ou aprofundar os bolsões de contenção e que, após o período chuvoso, está prevista a execução de um sistema definitivo de drenagem pluvial na região.

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