Reajuste para militares: força-tarefa do GDF busca melhor solução

Os titulares das pastas, os comandantes das duas forças militares e técnicos da área participaram do processo de formalização

atualizado 24/11/2019 14:37

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Após a insatisfação de policiais militares e bombeiros com a proposta de reajuste do Governo do Distrito Federal (GDF) apresentada na quarta-feira (20/11/2019), a Secretaria de Economia se posicionou sobre os pontos da minuta criticados pelas categorias.

De acordo com a pasta, a minuta de anteprojeto de medida provisória para recomposição salarial da PMDF e do CBMDF encaminhada ao Palácio do Planalto é fruto de trabalho desenvolvido entre Economia e Segurança Pública. Participaram do processo de formalização os titulares das pastas, os comandantes das duas forças militares e técnicos da área.

Segundo a secretaria, o processamento das folhas de pagamento e as situações pessoais de cada servidor da PM e dos bombeiros são de responsabilidade e estão a cargo das duas forças.

Após análise entre a expectativa das categorias, as possibilidades orçamentárias e a determinação do governador Ibaneis Rocha (MDB), o resultado do trabalho seguiu disponibilizado à Segurança Pública e aos comandantes por vários dias para testes e considerações finais. As críticas apontadas foram incorporadas e o texto fechado em consenso por todos.

Auxílio moradia

Em nota, a Secretaria de Economia afirmou que, quanto à extinção do auxílio moradia, o benefício somente seria extinto com a implementação da primeira parcela. “Eis que o Art. 4° diz que os efeitos da MP são a partir de 1° de junho de 2020”, diz o texto.

“O processo administrativo e legislativo num cenário democrático de direito sempre comporta debates, ajustes e atualizações e o GDF, com responsabilidade, está empenhado em melhorar as condições de trabalho e a remuneração da PMDF e do CBMDF”, complementa a nota.

Uma das reclamações dos integrantes das forças de segurança vem de uma diferença de 10% a mais no salário líquido dos policiais civis, segundo as contas deles. O que contraria a recomendação de isonomia entre as corporações defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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