Pró-Vítima atendeu 123 mulheres vítimas de violência no DF em 2020

Acolhimentos de projeto da Sejus ocorreram até julho. Além de apoio psicológico e social, o projeto oferece ações para autonomia financeira

atualizado 06/08/2020 16:36

Mulher vítima de violência doméstica atendida pelo Pró-VítimaJhonatan Ribeiro/Sejus-DF

O Pró-Vítima, programa da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), atendeu 123 mulheres vítimas de violência doméstica entre janeiro e julho de 2020.

Nos seis núcleos de atendimento, são oferecidos serviços psicológicos e sociais gratuitos. A veterinária Camila dos Santos Fernandes (foto em destaque), 26 anos, procurou o Pró-Vítima em busca de ajuda para superar as marcas deixadas por um relacionamento abusivo.

“Nunca imaginei que sofreria uma violência. O Pró-Vítima foi um lugar de apoio, com pessoas que se preocupam comigo. A gente chega tão destruída com a situação, mas encontrei uma rede de apoio social e psicológico. Eu me senti acolhida e fortalecida. Isso me deu forças e foi uma base para suportar tudo o que estou passando”, disse a jovem.

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Maria da Penha

Marco histórico do Brasil na proteção às mulheres, a Lei Maria da Penha completa 14 anos nesta sexta-feira (7/8). A norma foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006. O Pró-Vítima é um dos mecanismos do governo local para atender as mulheres que sofrem violência.

“Temos uma equipe técnica, formada por psicólogos e assistentes sociais, preparada para cuidar, acolher e orientar cada uma dessas mulheres, que nos procura nesse momento tão difícil”, afirmou a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani.

“Depois que essa mulher denuncia o agressor e busca ajuda para sair do relacionamento abusivo, nos preocupamos em oferecer todas as condições necessárias para que elas possam restabelecer seu equilíbrio, mental e emocional, e seguir uma nova vida sem violência”, assinalou.

O Pró-Vítima realizou, nos primeiros sete meses deste ano, um total de 2.545 atendimentos psicológicos e sociais gratuitos, dos quais 123 foram para mulheres que sofreram violência doméstica. Por causa da pandemia do novo coronavírus, os serviços têm sido oferecidos de forma on-line.

No âmbito do amparo às vítimas, o programa também conduz ações para garantir a autonomia financeira das participantes. O projeto Banco de Talentos oferece locais para venda de produtos e cursos de qualificação na área de empreendedorismo e gestão de negócios.

“Com a pandemia da Covid-19, as feiras de exposição estão suspensas, mas a Sejus aproveita esse período para ampliar ainda mais as opções de cursos on-line em parceria com o Sebrae DF, Senac e Senai”, pontuou a pasta.

Os seis núcleos de atendimento do Pró-Vítima podem ser procurados de forma espontânea. As vítimas também são encaminhada por instituições, autoridades públicas, amigos, parentes ou pessoas da comunidade. O programa conta com unidades localizadas em Brasília, Guará, Taguatinga, Ceilândia, Planaltina e Paranoá.

Serviço

Canais de Denúncia: Disque 100, Ligue 180 e 156 (opção 6).

Se precisar de apoio, entre em contato com os núcleos do Pró-Vítima
Ceilândia: 99245-5207 (Assistente social Joana)
Guará: 99276-3453 (Assistente social Katia Dupim)
Taguatinga: 99108-1274 (Assistente social Ana Luzia)
Planaltina: 99276-5279 (Assistente social Maria Isabel)
Paranoá: 99288-5585 (Psicóloga Luana)
Sede: 99960-1892 (Assistente social Eliane)

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