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Preso na sexta-feira (2/3) pela Operação Casablanca, o empresário Rivieliton Gomes de Araújo, 39 anos, é funcionário comissionado do deputado distrital Agaciel Maia (PR). A ação foi desencadeada para apurar a morte de Ulisses Augusto Pinto Coelho, conhecido como Pisca, 46 anos, em novembro do ano passado, no Incra 7, em Brazlândia. Foram presas quatro pessoas, entre elas o agente de custódia aposentado e irmão de Rivieliton, Rivanildo Gomes de Araújo, 54 anos.

Lotado no gabinete do líder do governo Agaciel Maia, Rivieliton recebeu, no mês de janeiro, salário de R$ 4.053,05. O deputado confirmou que a “a demissão é automática” e que a mesma será assinada pela Presidência da Casa.

Rivielton está inserido na política desde 2010. Ele trabalhou para a liderança do PMDB na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 2014, e foi candidato a distrital no mesmo ano pelo Democratas (DEM).

Segundo a Polícia Civil, Rivieliton e Rivanildo são donos da  casa de eventos Casablanca, em Ceilândia, e eram patrões da vítima. As investigações apontaram que os dois teriam feito um seguro de vida no nome do funcionário, sendo beneficiários da apólice. Por isso, são os principais suspeitos de matá-lo.

As investigações foram iniciadas após o corpo de Ulisses ser encontrado já em avançado estado de decomposição a cerca de dois quilômetros da Casablanca. “Ele era um funcionário dos proprietários. O famoso ‘faz tudo’. Durante as apurações, descobrimos que existiam empresas no nome dele, além de um seguro de vida no valor de R$ 100 mil, cujo beneficiário eram os patrões”, explicou.

Bebida batizada
O delegado contou que o empregado era alcoólatra e havia saído da cadeia. Os empresários teriam, ainda, colocado os negócios em nome dele, como laranja. De acordo com o policial, além do estabelecimento, os irmãos gerenciavam um depósito de bebidas batizadas.

Durante as ações, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais e comerciais dos investigados. Também foram apreendidas diversas bebidas alcoólicas destiladas e cervejas com prazos vencidos e indícios de falsificação. Acetonas usadas para suprimir a data de validade das bebidas acabaram recolhidas no local.

Outras duas pessoas foram detidas suspeitas de participação na associação criminosa. A operação teve a participação de 60 policiais civis e apoio das Divisões de Operações Especiais (DOE) e Aéreas (DOA) da Polícia Civil.