Preço do gás de cozinha sobe 8%, em média, no Distrito Federal

De acordo com o sindicato dos revendedores, há regiões administrativas onde o botijão ficou até R$ 8 mais caro

O preço do gás de cozinha já está mais caro no DF e corre o risco de ficar ainda mais salgado no começo de maio. A informação é do Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás LP (Sindivargas).

O repasse para o bolso do consumidor é o de 8%, ou cerca de R$ 6, em média, se considerado o valor médio aplicado no Distrito Federal. Há regiões administrativas em que o preço cobrado a mais chega a R$ 8, segundo a entidade.

“A situação é crítica desde o último ano. O setor de vendas não consegue mais absorver os reajustes”, explicou o presidente do Sindvargas, Sérgio Costa. “Desde o início do mês, já foi possível perceber a variação”, destacou.

Segundo Costa, as engarrafadoras e distribuidoras do Distrito Federal fizeram ajustes no começo do ano que não foram repassados ao consumidor. No entanto, nos últimos 10 dias, afirma ele, a rede de revendas do DF reavaliou os custos operacionais e subiu o preço do botijão. O percentual de 8% é superior à inflação deste ano. Para se ter ideia, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro e fevereiro de 2019 ficou negativo no Distrito Federal (-0,13%).

O preço médio para o consumidor do DF é R$ 73,45, conforme indica o levantamento da Agência Natural de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Costa acrescenta que não existe uma tabela fixa para o produto, e que os valores variam de acordo com a região administrativa.

“O Setor de Gás LP [gás de cozinha] não suporta absorver mais esses reajustes consecutivos. Infelizmente, desde a última semana, depois dos reajustes anunciados pelas distribuidoras e engarrafadoras aqui no Distrito Federal, o setor já começa a repassar ao consumidor esse reajuste e, no próximo dia 5 de maio, de acordo com a nova política da Petrobras, haverá outro reajuste”, informou, em nota, o Sindvargas.

Outros reajustes
O começo do mês veio com outros aumentos, como o da gasolina. No dia 4 de abril, a Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,10 no preço do litro nas refinarias. É o maior valor desde outubro do ano passado. A correção chega às bombas dos postos de combustíveis do DF, onde o litro chega a R$ 4,49.

No dia 1º de abril, começou a valer o aumento de 2,99% nas contas de água do Distrito Federal. A Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) justificou o reajuste da tarifa devido à necessidade de equilibrar as contas da empresa, que acumula dívidas superiores a R$ 1 bilhão.

O percentual havia sido definido pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) em abril de 2018, e deveria ter entrado em vigor em junho daquele ano. Após o então governador Rodrigo Rollemberg (PSB) questionar a medida em função do racionamento, os acionistas da Caesb se reuniram em assembleia geral extraordinária e decidiram por adiar a data para aplicação do novo índice.

Dos 2,99% do reajuste, 2,06% são referentes à Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) e 0,93% ao Índice de Reajuste Tarifário (IRT). Inicialmente, o aumento pretendido pela Caesb era de 10,47%, sob alegação de recompor as quedas de arrecadação estimadas em R$ 155,7 milhões no período de rodízio.