Sola de sapato e fé: buritizáveis montam estratégias para reta final

Oscilações nas pesquisas de intenção de votos fazem candidatos ao GDF apostarem no contato com o brasiliense para buscar vaga no 2º turno

Igo Estrela/Metrópoles

atualizado 29/09/2018 0:24

A uma semana e um dia para o encontro dos eleitores com as urnas, e com base nos resultados das últimas pesquisas eleitorais, os candidatos ao Governo do Distrito Federal garantem que vão manter as estratégias usadas até agora para fisgar a confiança dos brasilienses: gastar muita sola de sapato e confiar no próprio discurso. A fórmula, segundo eles, será o corpo a corpo com a população.

O Metrópoles procurou cada candidato, na noite de sexta-feira (28/9), após a divulgação das pesquisas Ibope e Datafolha, para saber como se comportarão nos últimos dias do primeiro turno. Os dois levantamentos mostraram Eliana Pedrosa (Pros) e Ibaneis Rocha (MDB) como favoritos para seguirem à próxima fase, mas os institutos divergiram sobre quem é o favorito do eleitor.

Concorrendo à reeleição, Rodrigo Rollemberg (PSB) está estagnado na casa dos 12% das intenções de voto, mas não acredita que uma mudança seja determinante para alcançar um cenário mais positivo. “Nossa estratégia é a mesma, mostrar o que fizemos e o que ainda vamos fazer. Além disso, destacamos a diferença de um conjunto de candidatos com passado de corrupção com um governo que vem trabalhando com seriedade e honestidade”, disse.

Espólio de Roriz
Com a campanha trabalhando a memória do ex-governador Joaquim Roriz, morto na manhã de quinta-feira (28), Alberto Fraga (DEM) nega ter usado o subterfúgio para atrair simpatizantes do político. “Fui lançado na política por ele, que foi meu mentor quando entrei no PMDB e na política. Sempre fiz menção aos governos do Roriz e de Arruda, os quais eu participei. Não é oportunismo algum”, garantiu o parlamentar.

Eliana Pedrosa (Pros) tem o apoio oficial do clã Roriz e acredita no legado do líder político para chegar ao segundo turno. Mesmo assim, pretende reforçar o contato direto com o eleitorado. “Vou continuar nas ruas, mostrando nosso plano de governo, nossos projetos e a minha experiência no Executivo. É uma caminhada com a militância, uma campanha com muita energia”, disse.

0

Alçado a líder pelo Datafolha, Ibaneis Rocha (MDB) sinaliza que o estratagema de mostrar o “novo” tem surtido o efeito esperado. Segundo ele, as caminhadas e as visitas aos apoiadores serão intensificadas nesta semana. “Eu acredito em pesquisas, porque sinalizam que estamos fazendo uma campanha correta, propositiva, andando nas ruas, conversando com as pessoas. Mas isso não me deixa numa posição melhor, pelo contrário, vamos trabalhar para chegar com índices ainda melhores.”

Em quinto nas pesquisas, Rogério Rosso pretende turbinar as agendas nas cidades e nas redes sociais. “Vamos continuar pedindo votos e conversando sobre nossas propostas”, disse. Para o deputado federal, o resultado dos últimos levantamentos são questionáveis. “A população saberá decidir e desconsiderar essas pesquisas, que viraram um comércio. O dia 7 de outubro vai desmoralizar grande parte delas”, apostou.

Fim da fila
Herdeiro do grupo Giraffas, Alexandre Guerra (Novo) tem 3% da preferência do eleitor, segundo o Datafolha. Ainda assim, mostra-se otimista. Ele pretende reunir esforços para estar em todas as regiões do DF e fortalecer a presença na internet. “Nós somos a opção para termos um governo diferente e independente, que gaste menos com a política para gastar mais com as pessoas”, argumentou.

Postulante do Partido dos Trabalhadores, Júlio Miragaya tem a pior intenção de votos entre os petistas que já disputaram o Buriti. Ele acredita, ainda, que a reta final seja decisiva para garantir uma vaga. “Ainda há tempo de reverter o resultado das pequisas. Tenho repetido para quem eu encontro que um único dia de voto errado vai significar quatro anos de um governo desastroso para a população do DF.”

A mesma linha é usada pela professora Fátima Sousa (PSol). Segundo ela, a diferença de sua candidatura para as outras é a tranquilidade para encarar o eleitor, sem constrangimentos. “Vamos seguir a nossa estratégia, conversar com o povo, olho no olho, mostrar a nossa diferença e que temos as melhores propostas para a cidade”, disse a candidata.

O Metrópoles procurou o general Paulo Chagas (PRP), mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. Renan Rosa (PCO) e Antonio Guillen (PSTU) não foram localizados.

 

Últimas notícias