PSol-DF convoca ato para cobrar investigação contra Bolsonaro

Manifestação pedirá que o STF investigue se há relação do presidente com a morte de vereadora

Suzano Almeida/ MetrópolesSuzano Almeida/ Metrópoles

atualizado 30/10/2019 23:41

A militância do PSol convocou para esta quinta-feira (30/10/2019) um ato exigindo que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue se há ligação entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) com os suspeitos do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A manifestação está marcada para a Rodoviária do Plano Piloto, às 17h, próximo à estação do Metrô.

Segundo reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo na terça-feira (29/10/2019), a Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao caderno de visitas do condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio, onde Bolsonaro e o policial militar Ronnie Lessa – preso apontado como assassino de Marielle e de Anderson Gomes – têm casas.

A notícia levou o presidente regional do PSol-DF, distrital Fábio Felix, a convocar a manifestação, a exemplo de outros estados. “Já se passaram 19 meses da execução de Marielle Franco e até hoje não conhecemos as motivações políticas por trás deste bárbaro crime. Exigimos justiça”.

No dia do crime, em 14 março de 2018, um dos envolvidos no caso, o ex-policial militar Élcio Queiroz, teria anunciado na portaria do condomínio que iria à casa 58, de propriedade de Bolsonaro. A informação foi obtida pela polícia em depoimento de um dos porteiros do condomínio.

O funcionário contou ter ligado pelo interfone para a casa 58 para comunicar a entrada do visitante, e teria sido atendido por alguém cuja voz ele identificou como sendo “do seu Jair”. Queiroz, entretanto, foi à casa 66, do PM reformado Ronnie Lessa.

O trajeto do carro teria sido acompanhado pelas câmeras de segurança pelo porteiro, que afirmou no depoimento ter prontamente ligado de novo à casa 58 para perguntar sobre o visitante e novamente sido atendido por “seu Jair”. O homem da casa 58 teria dito então que “sabia” onde o homem iria.

Segundo registros biométricos da Câmara dos Deputados, entretanto, o então deputado federal Jair Bolsonaro estava em Brasília, participando de votações devidamente registradas e até com vídeos publicados em redes sociais. A informação contradiz diretamente o relato do porteiro sobre quem ele identifica como a pessoa que respondeu aos contatos via interfone no dia do crime.

Por ter sido citado o nome do presidente da República, as investigações precisam ter autorização do STF para continuarem. O pedido está na mesa do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que ainda não se manifestou.

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