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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4/10), a Operação Hidra de Lerna. A ação, que cumpre 16 mandados de busca e apreensão no DF, Bahia e Rio de Janeiro, investiga um grupo criminoso responsável tanto pela possível prática de financiamento ilegal de campanhas políticas baianas quanto por esquemas de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades.

Os mandados foram todos deferidos pela Ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por envolver políticos com foro privilegiado. O governador da Bahia, Rui Costa, do PT, é um dos investigados. A PF também esteve no prédio onde mora o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e ex-ministro das Cidades pelo Partido Progressista (PP), Mário Negromonte, em Salvador. Além deles, o ex-ministro Márcio Fortes também é um dos alvos da operação.

Em Salvador, mandados são cumpridos na agência de publicidade Propeg e na sede do PT. Em uma das linhas de investigação, a suspeita da PF é que os esquemas realizassem triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais.

Para isto, a empreiteira OAS contratava de maneira fictícia estabelecimentos do ramo de comunicação especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não à empresa do ramo de construção civil. Em outra direção, a PF investiga a ocorrência de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades.

A ação deriva de três colaborações de investigados na Operação Acrônimo já homologadas pela Justiça. Já o nome da Hidra de Lerna, que batiza a ação desta terça, foi inspirado na figura da mitologia helênica, que ao ter a cabeça cortada ressurge com duas cabeças. Segundo a PF, a Operação Acrônimo, ao chegar a um dos líderes de uma organização criminosa, se deparou com uma investigação que se desdobra e exige a abertura de dois novos inquéritos.

A Acrônimo investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), é suspeito de ter utilizado os serviços de uma gráfica brasiliense durante a campanha eleitoral de 2014 sem a devida declaração dos valores e de ter recebido “vantagens indevidas” do proprietário dessa gráfica, o empresário Benedito Oliveira, conhecido como Bené.

 

 

 

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