PCDF apreende álcool gel de procedência duvidosa em Samambaia

Farmácia comprou 2 mil frascos vendidos em poucas horas. Revendedor não foi encontrado

PCDFFrascos com suposto álcool gel adulterado

atualizado 21/03/2020 21:59

Uma consumidora procurou a 26ª Delegacia de Polícia Civil de Samambaia, neste sábado (21/03), para informar sobre a procedência duvidosa de um álcool gel vendido em uma drogaria da região. De acordo com o dono do estabelecimento, o produto indicado para a higienização das mãos e combate ao coronavírus  havia sido comprado no dia anterior e todo o estoque com 2 mil unidades vendido em poucas horas na unidade e em Ceilândia.

De acordo com a compradora, o produto tinha um aspecto viscoso e estava em uma embalagem não convencional para esse tipo de substância, normalmente usada para engarrafar mel.

Ao usar o produto, a mulher percebeu que ele era grudento e não saia da mão, como o produto de qualidade. Ao procurar a delegacia, o CNPJ foi consultado, mas a fabricante não tinha registro.

“Após percebermos que a empresa não tinha registro fomos à delegacia e lá o dono nos disse que comprou de um revendedor de confiança. Ele afirmou que questionou sobre a garrafa, mas lhe foi respondido que estava em falta no mercado”, contou Reginaldo Araújo, delegado de plantão da 26ª DP. O produto foi adquirido por R$ 11,99 e vendido a R$ 19,99.

O revendedor, por sua vez, contou ao delegado que havia comprado o produto de um terceiro e que era a primeira vez. Ao todo, ele havia adquirido 3 mil unidades, todas vendidas.

Os policiais então fizeram diligências no suposto depósito, mas no local não havia mais nenhuma unidade. O dono do local foi contatado, mas estava em Goiânia e não prestou esclarecimentos ainda.

O delegado Reginaldo Araújo explica que é importante o consumidor, quando tiver dúvida sobre a procedência do produto, consultar o CNPJ da empresa para verificar se ela realmente existe.

Como não houve flagrante, ninguém foi preso.

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