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Em entrevista ao vivo com o Metrópoles nesta terça-feira (6/11), a candidata a deputada federal mais votada do Distrito Federal em 2018, com 121.340 votos, Flávia Arruda (PR), disse que espera colaborar com a gestão do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB). “Preciso ver com otimismo, mas não sabemos de verdade como estão com as contas do governo. Como parlamentar eu estarei a disposição para ajudar, mas ainda vamos ver como será”, pontuou.

Flávia ressaltou que pretende ter uma forte atuação na área social e que espera que Ibaneis retome programas adotados na gestão do marido dela, José Roberto Arruda, como o Pão e Leite, o Mãezinha Brasiliense, o Bolsa Universitária e a Cesta Verde. “As pessoas me procuraram na rua ao longo da campanha. Mães falando que antes os filhos não iam para escola com fome e agora não podem mais contar com os projetos”, contou a parlamentar.

Flávia criticou a falta de continuidade dos projetos públicos. “Alguns acabaram assim que deixei de ser primeira-dama”, afirmou. Ela ressaltou que nunca foi procurada pelo atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB) nem por qualquer pessoa de sua equipe para falar sobre ações de cunho social.

Apesar da boa relação com o governador eleito, Flávia disse que não pretende deixar o Congresso Nacional para assumir um cargo no GDF. “Fui eleita para ser deputada federal e vou cumprir o meu compromisso com as pessoas que votaram em mim”, disse.

Assista à entrevista:

Ela ressaltou que ajudou na elaboração do programa de governo adotado por Ibaneis. “Ajudei a construir a parte dedicada às mulheres e aos projetos sociais. Foi um plano construído para o [Jofran] Frejat que foi adotado pelo Ibaneis”, ressaltou. Correligionário de Flávia e favorito nas pesquisas de intenção de voto, o ex-secretário de Saúde deixou a corrida pelo Palácio do Buriti pouco antes do registro oficial das candidaturas.

Flávia assumiu a presidência do Partido da República no DF na semana passada e, em 2019, faz sua estreia em mandatos eletivos. Como parlamentar, a ex-primeira-dama disse que pretende destinar verbas para o Hospital da Criança e o Hospital do Coração. “São unidades de referência para todo o país”, afirmou.