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Mensagens enviadas por engano pela deputada Liliane Roriz (PTB) a um grupo de WhatsApp mostram a parlamentar discutindo o adiamento de depoimentos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Liliane conversava com alguém pelo aplicativo — provavelmente um advogado —, copiou a conversa e a reenviou. O destinatário seria o assessor de imprensa, mas ela postou o texto em um grupo de jornalistas.

O texto encaminhado por Liliane diz: “Tem uma audiência no dia 27/9. A oficial de Justiça precisa intimar você. Acho que não tem problema. Se no dia 27 você não puder ir, encontramos uma solução. O desembargador Rômulo Araújo, que é o novo relator, é gente finíssima”.

Logo abaixo, o interlocutor fala mais uma vez sobre conversar com o desembargador responsável no sentido de negociar prazos: “TRE… O outro processo… Pode ser mais pra frente (…) Mas ela tem que intimar agora. Então vamos adiar o máximo que puder. Depois eu falo com o desembargador”.

WhatsApp/Reprodução WhatsApp/Reprodução

Por fim, a deputada envia foto da notificação que recebeu para entrar em contato com o oficial de Justiça e marcar a audiência no TJDFT. Ao perceber o equívoco, a distrital finaliza a conversa e pede desculpas.

WhatsApp/Reprodução

Justificativa
Por meio de assessoria de imprensa, Liliane confirmou que discutia os depoimentos tanto na Justiça comum quanto na eleitoral, mas negou que se referisse a uma tentativa de postergar os prazos. Também não revelou a identidade do interlocutor. Segundo ela, era apenas uma conversa sobre a “adequação da agenda sobre os compromissos de saúde”, uma vez que a parlamentar está afastada das atividades por recomendações médicas.

Ainda segundo a assessoria, Liliane disse que, no primeiro caso, o diálogo se refere à audiência para a qual foi convocada no TJDFT, no próximo dia 27, no âmbito da Operação Drácon, que investiga o suposto pagamento de propina a distritais por meio do desvio de recursos da saúde.

A assessoria da deputada também informou que o TRE a chamou para novo depoimento sobre a condenação que ela sofreu em março. Naquele mês, Liliane foi condenada por omitir documentos na prestação de contas da campanha para a reeleição de 2010 e por prometer cargo público a um apoiador e à mulher dele na campanha.

 

 

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