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A defesa dos distritais Celina Leão (PPS) e Cristiano Araújo (PSD) pediu na Justiça para que os parlamentares tenham acesso a todos os áudios entregues pela deputada Liliane Roriz (PTB) ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). No documento, os advogados também solicitam que as gravações sejam imediatamente periciadas. A petição foi protocolada nesta terça-feira (20/9).

“É injustificável que circulem livremente nos meios de comunicação supostas versões desses áudios sem que, até o presente momento, os requerentes não tenham tido acesso a seus integrais conteúdos”, justifica o advogado Eduardo Toledo.

Existem versões distintas para os grampos que deram origem à Operação Drácon. A mais completa está em poder do MPDFT. As demais foram repassadas aos veículos de comunicação, segundo Toledo. O advogado defende que, em uma das supostas conversas gravadas entre Liliane e Celina, a presidente afastada da Câmara Legislativa teria afirmado que não tem qualquer interesse na liberação dos recursos à Secretaria de Saúde.

 

“Se o trecho não tivesse sido cirurgicamente retirado, a única interpretação seria de que Celina não solicitou ou ofereceu vantagem a Liliane nem a qualquer outro parlamentar ou empresário em referência à aprovação da emenda orçamentária”, explicou Toledo.

Mesa Diretora
Os grampos feitos pela filha do ex-governador Joaquim Roriz denunciam um suposto esquema de pagamento de propina para favorecimento de empresas que prestam serviços de UTIs na rede pública em emendas parlamentares. As investigações do MPDFT e da Polícia Civil resultaram no afastamento dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara Legislativa.

Na tarde de segunda (19), Celina Leão (PPS) pediu a reconsideração da decisão que a afastou da presidência da Câmara Legislativa. Celina foi a única parlamentar a recorrer na Justiça sobre a decisão do vice-presidente do TJDFT, desembargador Humberto Ulhôa.

Toledo alega que há irregularidades no processo. Alguns pontos foram levantados pela defesa para reforçar a tese. O primeiro é que a decisão que afastou a Mesa Diretora foi tomada por um desembargador plantonista. Para Toledo, a responsabilidade é do relator do caso, o juiz José Divino. O segundo fator é de que o processo deveria  ser encaminhado para a Justiça Federal, uma vez que os investigadores apuram a evasão de divisas.

A expectativa da defesa é que reconsiderando a decisão em relação a Celina Leão, os demais integrantes afastados da Mesa Diretora – Julio Cesar (PRB), Bispo Renato (PR) e Raimundo Ribeiro (PPS) – sejam automaticamente reconduzidos aos cargos.

 

 

 

 

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