Coronavírus: CLDF adia retorno gradual das atividades presenciais

Problemas para adquirir termômetros e máscaras e realizar contratos para higienização do prédio também pesaram na decisão

A Mesa Diretora adiou para a próxima semana a decisão sobre a retomada “suave” das atividades da Câmara Legislativa. A previsão era a de que, a partir de segunda-feira (04/05), as atividades retornassem gradualmente, mas, nesta quinta-feira (30/05), o colegiado preferiu prorrogar o prazo de debates.

De acordo com o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB), o adiamento foi motivado por dificuldades na aquisição de insumos para o combate ao coronavírus, como termômetros para aferir a temperatura dos servidores ao entrarem na Casa, a compra de máscaras e a contratação de uma empresa de sanitização.

“Vamos aguardar mais um tempo, pelo menos até a semana que vem. Não conseguimos resolver algumas questões importantes para a reabertura da Casa. Também houve essa decisão do governo de esperar a decisão da Justiça, antes de autorizar a volta do comércio. Vamos esperar mais um pouco”, explicou Prudente.

As atividades presenciais na Câmara Legislativa foram suspensas em 23 de março, com as sessões sendo realizadas remotamente a partir do dia seguinte, para evitar aglomerações. Desde então, gabinetes e setores da Casa estão sem a presença de servidores ou com número reduzido.

Segundo o presidente da Câmara Legislativa, todas as regras serão definidas em conjunto, mas, até o momento, estão previstos apenas o retorno dos chefes de setores e a abertura de áreas essenciais, como a de pagamento. Continuarão sendo proibidos o ingresso de populares na sede do Legislativo e a presença de funcionários públicos que integrem o grupo de risco – maiores de 60 anos e com problemas que possam ser agravados pela Covid-19.

Para que o retorno seja considerado seguro, a Segunda Secretaria da Câmara Legislativa abriu um processo de sanitização do prédio – a desinfecção das instalações a partir da aplicação de produtos químicos para eliminar o coronavírus. Entretanto, devido ao feriado de 1 de maio, Dia do Trabalhador, e ao prazo curto, não foi possível concluir a transação.

O contrato deverá ser de seis meses, com valor médio de R$ 11 mil por aplicação.