“Polícia não é lugar de bandido”, diz Ibaneis sobre PMs investigados

Após a Operação Horus denunciar sete policiais militares por grilagem, governador promete o combate sistemático contra a invasão de terras no DF

“Polícia não é lugar de bandido”, assinalou o governador Ibaneis Rocha (MDB) ao falar sobre a Operação Horus, que investiga a participação de sete militares em um esquema de grilagem no Sol Nascente, em Ceilândia. Segundo o chefe do Executivo local, caso as denúncias sejam comprovadas, os acusados serão expulsos da corporação.

De acordo com o governador, as investigações sobre invasões de terras no Distrito federal estão focadas nos articuladores das quadrilhas. “Não são as pessoas de baixa renda que fazem a grilagem. Quem faz está por trás. E o que acontece? Elas vendem a ilusão. Vamos desbaratar essas quadrilhas. Não é só essa. Outras estão sendo investigadas”, contou ao Metrópoles.

Ibaneis destacou que os processos dos PMs estão em curso. Segundo ele, todos terão o direito de defesa respeitado, tanto na Justiça quanto na Corregedoria da PMDF. “Ao final, confirmadas essas alegações, eles certamente serão exonerados”, reforçou. O governador fez a declaração após o lançamento da Agenda Legislativa da Indústria do DF 2019, na manhã desta quinta-feira (30/05/2019).

O chefe do Executivo local também comentou a recente transferência de membros de uma facção criminosa do sistema penitenciário do Amazonas para Presídio Federal de Brasília. Apesar de ser um crítico contumaz da existência do complexo de segurança máxima na capital federal, desta vez, Ibaneis considera que o DF deve ajudar emergencialmente o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Medida emergencial
“Eu sou totalmente contrário à existência do presídio, mas estávamos diante de uma rebelião, onde houve 55 mortes. Entendo isso como uma medida emergencial. Espero que não seja uma solução aos problemas do crime organizado do país trazê-los para Brasília”, disse.

Para o emedebista, do ponto de vista humanista, a transferência é necessária para conter novas rebeliões no Amazonas. “Neste caso, não estou fazendo uma crítica mais grave. O DF está ajudando na emergência. É isso que tem que se fazer”, justificou.