Investigadores da 1ª Delegacia de Polícia Civil (Asa Sul) fecharam, na tarde desta sexta-feira (11/1), uma casa de prostituição que funcionava no Bloco C da 504 Sul, em cima de um restaurante. No local, eles encontraram 10 mulheres e prenderam a gerente, acusada de manter o bordel e cobrar pelo uso dos quartos. Ela receberia um percentual pelos programas.

Segundo o delegado-chefe adjunto da 1ª DP, Ataliba Neto, a polícia chegou até o local após receber uma denúncia de que menores de idade estariam se prostituindo no endereço. “Quando chegamos lá, não encontramos nenhuma adolescente e provavelmente não encontraremos porque, depois da operação de hoje, se elas realmente frequentavam o estabelecimento, certamente não voltarão”, disse.

Na entrada da casa de prostituição, há quatro câmeras monitorando quem entra e quem sai. “Já existia uma denúncia contra essa mulher feita em 2013 pelo mesmo crime. No contrato de aluguel, ela aparece como fiadora. O locatário é um homem. Nós ainda não sabemos se ela era só uma gerente e ele era o dono, ou de que forma ele participa. Isso nós ainda iremos investigar”, afirmou o delegado.

A gerente, de 46 anos, estava em um escritório improvisado quando os agentes chegaram. Ela tinha uma máquina de cartões para receber o pagamento de clientes e cobrava valores e percentuais diferentes das mulheres que se prostituíam no local. “Elas cobravam de R$ 100 a R$ 200, dependendo do que o cliente pedia para elas fazerem”, informou Ataliba.

A administradora do estabelecimento foi recolhida para a carceragem e responderá pelos crimes de manutenção de casa de prostituição e rufianismo – também chamado de cafetinagem, que é a prática da obtenção de lucro pela exploração sexual do corpo alheio.