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O sargento reformado da Polícia Militar que atirou num homem e o matou foi indiciado por homicídio. O delegado-chefe da 31ª DP (Planaltina), Pedro Moraes, entendeu que o PM agiu com dolo ao puxar o gatilho contra Francisco Jean Ferreira, 39 anos. A vítima chegou a ficar internada por 11 dias, mas morreu na quarta-feira da semana passada (6/6). “Houve um crime doloso. Estamos estudando o caso, mas podemos, sim, pedir a prisão dele”, disse o delegado.

De acordo com a ocorrência registrada, no dia 27 de maio, o policial militar em questão, de 52 anos, pilotava uma motocicleta e teria avançado sobre a faixa de pedestres no momento em que Francisco, a esposa e os dois filhos – de 4 e 9 anos – atravessavam a pista, na Quadra 2 da Vila Buritis, em Planaltina. A infração irritou os pais, que supostamente xingaram o PM. A discussão teria começado logo em seguida.

Durante a briga, os dois homens teriam rolado pelo chão, e a arma que estava com o policial reformado caiu. As investigações ainda não apontam quem atirou, mas um dos tiros atingiu a perna da mulher, de 26 anos. Outro disparo acertou a cabeça do pai de família. O PM fugiu do local sem prestar socorro e só se apresentou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) dois dias após o crime.
Reprodução

Francisco Jean Ferreira, 39 anos, passou 11 dias internado, mas não resistiu ao disparo na cabeça

Nas redes sociais, amigos prestaram homenagens a Francisco, a quem chamavam pelo apelido Meinha. “Pessoal, é com muito pesar que comunicamos o falecimento de um grande amigo, Jean Meinha Roots. Descanse em paz, meu amigo! Um cara totalmente da paz, lutava pela cena do skate sem pedir nada em troca! Planaltina vai ficar mais triste”, escreveu um usuário no Facebook.

No dia 31 de maio, o grupo de skatistas Família Skate Board, o qual Francisco integrava, saiu às ruas de Planaltina para protestar contra a violência. Eles também fizeram grafite com desenho do amigo em pista de skate.