Plano de saúde dos servidores locais não terá reajuste, diz GDF

Plano possibilitará a adesão de empresas dependentes e, em junho, lançará cobertura nacional e versão para funcionários com salários menores

atualizado 02/05/2022 9:00

GDF - Palacio do BuritiIgo Estrela/Metrópoles

Na contramão dos planos de saúde individuais, o convênio dos servidores públicos do Distrito Federal, conhecido como GDF Saúde, não terá reajuste em 2022.

A informação foi divulgada pelo presidente do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF (Inas-DF), Ney Ferraz Júnior. “A inflação derreteu o poder aquisitivo, e os planos de saúde vão subir assustadoramente. E nós não iremos fazer nenhum tipo de reajuste. Não vai ter reajuste”, assegura o representante da entidade.

Segundo Ferraz, todos os passos do plano de saúde, incluindo a decisão de não aplicar um reajuste neste ano, seguem as determinações do governador Ibaneis Rocha (MDB). A iniciativa visa priorizar o bem-estar dos servidores públicos distritais.

Para manter o GDF Saúde, o Inas recebe, por mês, 1,5% da folha total de pagamento do GDF, com valor superior a R$ 1 bilhão. Isso representa, aproximadamente, R$ 21 milhões mensais.

O GDF Saúde não vai precisar de reajuste, porque os cálculos atuariais garantem a saúde financeira do plano. “Temos recursos para garantir os pagamentos por 18 meses, mesmo se não recebermos nem R$ 1”, afirma.

Em contrapartida, segundo projeções da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), os planos individuais podem ter recomposição recorde, com reajustes de até 15,7%.

Bandeira

“É um plano fantástico, em que os servidores pagam pouco e têm acesso a uma rede de atendimento excepcional, fora da curva. O cuidado com o servidor é uma bandeira do governador Ibaneis”, reforça Ferraz.

Aproximadamente 80 mil pessoas, entre servidores e dependentes, são contempladas pelo GDF Saúde. Desse total, 16 mil beneficiários são da Polícia Civil do DF (PCDF). A categoria ganhou acesso ao plano recentemente, em abril de 2022.

“O plano tem 18 meses. É como se fosse uma pedra bruta, um diamante bruto: precisa ser polido constantemente. É necessário analisar o que deve ser feito”, comenta.

Empresas dependentes

Ao fim de 2022, o Inas espera alcançar 100 mil vidas de cobertura, no total de servidores e dependentes. O plano começou a fazer convênios para a adesão das empresas dependentes do GDF.

Por exemplo, o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Fernando Leite, planeja assinar o convênio para que os funcionários da empresa pública dependente também possam aderir ao plano.

No caso das empresas independentes, como a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e o Banco de Brasília (BRB), será necessária a aprovação de um projeto lei na Câmara Legislativa do DF (CLDF).

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A minuta do projeto está em fase de redação. O texto passará por avaliação na Secretaria de Economia e no Palácio do Buriti.

“Decidimos ampliar, porque o plano de saúde é dos servidores do GDF. E, na nossa interpretação, os funcionários das empresas são do GDF. Eles também têm direito, caso tenham interesse. Não será compulsório”, justifica o presidente do Inas-DF.

Plano popular em junho

No GDF Saúde, o titular paga, mensalmente, o valor equivalente a 4% do salário. Para cada dependente, é cobrado 1%. O piso é de R$ 400; já o teto ficou estabelecido em R$ 1 mil, além das eventuais coparticipações.

Aproximadamente 48 mil servidores recebem remuneração mensal de até cinco salários mínimos. Desse total, apenas 3 mil funcionários conseguiram aderir ao plano. Para atender ao restante dos trabalhadores da categoria, o governo lançará o plano distrital, com valores mais baixos.

O produto seria inaugurado em abril, mas, em função do pagamento da terceira parcela de reajuste prometido pelo ex-governador Agnelo (PT), teve o lançamento remarcado para junho.

“São pessoas que recebem de R$ 1 mil a R$ 6 mil. A nossa intenção é baixar o piso para R$ 200”, explica Ferraz. Ou seja, será metade do piso atual.

Para manter a saúde financeira do GDF Saúde, o plano não terá alcance nacional. O atendimento será restrito ao DF. Não haverá direito a quartos individuais, mas acesso à enfermaria do hospital.

“O impacto do plano de saúde acaba sendo um aumento salarial, porque muitos servidores saem de planos mais caros. Também vai proporcionar acesso para uma série de pessoas”, celebra.

GDF Saúde Nacional

O GDF Saúde também planeja lançar, em junho, o plano nacional de cobertura. Todos os servidores da versão convencional do serviço terão acesso automático, sem necessidade de pagamento extra.

“Estamos com toda a prudência do mundo na parte de legislação e credenciando as empresas de atendimento que tenham rede nacional. Já estamos analisando as propostas até meados de maio”, adianta Ferraz.

O plano de saúde vai oferecer atendimento de emergência em todo o Brasil. O GDF Saúde será chamado de GDF Saúde Nacional.

Os servidores poderão consultar todas as informações do plano pelo aplicativo. A ferramenta oferece a rede de atendimento, os extratos mensais e as justificativas para a cobrança.

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