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Em mais uma ação contra a grilagem de terras no Distrito Federal, a Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) cumpriu, nesta quarta-feira (8/11), 13 mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor). A ação tem como alvo grupos que agem na grilagem de terras em São Sebastião e no Gama.

O objetivo é coibir o parcelamento irregular do solo para fins urbanos em chácaras situadas nas regiões do Morro da Cruz, Capão Comprido, Recanto da Conquista e Zumbi dos Palmares, em São Sebastião/DF, como também em invasões na Ponte Alta, no Gama. A ação contou com apoio de equipes de outras delegacias especializadas da Polícia Civil.

Agenda cheia
Desde o ano passado, a PCDF vem realizando diversas operações para conter a ocupação irregular de terras na capital do país. Este ano, as ações se multiplicaram e levaram à cadeia servidores públicos do GDF, advogados e até síndicos de condomínios de áreas nobres, como o Lago Sul e Park Way.

Em setembro, por exemplo, a Polícia Civil deflagrou a Operação Terra Fria, que desarticulou um grupo criminoso que atuava invadindo terrenos públicos valiosos, de 20 mil m², localizados no Setor de Mansões Park Way. Os lotes foram avaliados em torno de R$ 3,8 milhões cada. Entre os envolvidos, estão um advogado e um auditor fiscal de atividades urbanas da Agência de Fiscalização do DF (Agefis).

No mesmo mês, sete pessoas foram presas acusadas de envolvimento com a grilagem de terras públicas no DF, durante a Operação Sacerdote. Entre elas, Randel Machado de Faria, síndico do condomínio  Ville de Montagne II; Sérgio Rafael Alejara; e o servidor do Tribunal de Contas do DF (TCDF) cedido à Agência de Desenvolvimento (Terracap), Gustavo Adolfo Moreira, que ocupava o cargo de diretor de Gestão Administrativa e de Pessoas (Digap) da empresa.

A operação foi divulgada em primeira mão pelo Metrópoles. O grupo agia tentando vender terrenos em áreas verdes públicas no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, o que é proibido. Os lotes, que ocupavam 5,3 hectares, estão dentro de uma Área de Preservação Permanente, com nascentes nas proximidades. Em alguns casos, os envolvidos chegaram a receber dinheiro pelo negócio.

As investigações revelaram que o diretor da Terracap recebia pessoas na própria empresa e dizia que poderia facilitar a compra de terrenos. Segundo a polícia, um casal de médicos adiantou o pagamento de R$ 520 mil a Randel, assim como o dono de uma clínica, que pagou antecipado R$ 250 mil.

 

 

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