Passageira de ônibus fratura vértebra e aguarda por cirurgia no HRC

Segundo familiares, na terça (20), Cidinéia "foi arremessada ao teto" do veículo após motorista passar por quebra-molas em alta velocidade

Material cedido ao MetrópolesMaterial cedido ao Metrópoles

atualizado 26/11/2018 17:23

O que era para ser uma simples viagem de ônibus tornou-se um drama para Cidinéia de Paula Silva, 33 anos. Segundo familiares, na última terça-feira (20/11), ela estava na linha 364.3 da empresa Expresso São José quando o condutor do veículo passou por um quebra-molas acima da velocidade permitida para a via, provocando uma lesão grave na coluna vertebral da mulher.

O irmão, Oséias de Paula, 35, conta que Cidinéia “foi arremessada ao teto do ônibus” e acabou fraturando uma vértebra. Além disso, um fragmento do osso perfurou e atingiu parte da médula óssea.

Desde então, Cidinéia está internada no Hospital Regional de Ceilândia, onde aguarda há seis dias por cirurgia. Segundo o irmão, a demora para a realização do procedimento é culpa da superlotação da unidade. Atualmente, a mulher “resiste à dor graças aos remédios”.

No hospital público não tem vaga. A cada dia que passa a situação fica mais grave. A demora pode acarretar em perda da mobilidade das pernas dela

Oséias de Paula, irmão da passageira

O familiar ainda reclama da falta de assistência da empresa. Oséias está em contato com o gerente e o advogado da companhia desde quarta-feira (21). “Queremos transferir ela para uma unidade particular, porque no público não tem vaga, mas a empresa está postergando, enrolando para reparar o dano”, afirmou. “Eles dizem que estão enviando um médico para avaliar, mas isso já está indo pro quinto dia e até agora não arcam com o que minha irmã precisa.”

A Expresso São José, por sua vez, afirmou que arcou com os custos da ambulância para transferir a paciente ao hospital do Paranoá. “No sábado, uma equipe da empresa esteve no local para verificar as necessidades dela. Também está em contato com os médicos, aguardando um posicionamento sobre a cirurgia”, disse em nota.

A companhia ainda esclareceu que está “acompanhando o caso e dará toda a assistência necessária”. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal explicou que Cidinéia passou por avaliação com equipe de referência no Hospital da Região Leste, na quinta (22), quando foi indicada a cirurgia.

“Atualmente, está no HRC recebendo todos os cuidados necessários até a realização da cirurgia, que deve ocorrer no Hospital da Região Leste, no Paranoá.” A pasta justificou a demora, afirmando que “há outros pacientes regulados para cirurgia de coluna na unidade e a prioridade é definida de acordo com a gravidade de cada caso”.

Últimas notícias