Pacientes reclamam de atendimento em UBS inaugurada há 6 meses: “Caos”

Paciente com sintomas de dengue diz que está desde sexta tentando atendimento na UBS 15 de Ceilândia, sem sucesso. Saúde nega problemas

Pacientes relatam dificuldade de atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) 15 de Ceilândia desde o final da semana passada. A unidade da rede pública do Distrito Federal, que tem capacidade para atender 300 pacientes por dia, foi inaugurada há seis meses, em novembro do ano passado.

Ao Metrópoles, Juliana Araújo Soares, 24 anos, relatou que foi ao local por estar com sintomas de dengue, mas que está desde sexta tentando atendimento, sem sucesso. “Está um caos […] Várias pessoas estão como eu, desde sexta-feira sem conseguir”, diz.

“Cheguei aqui na sexta e me disseram para ir até o HRC [Hospital Regional de Ceilândia] ou para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento]. Eu fui, mas, chegando lá, me pediram para retornar. Quando voltei, disseram que às 10h teria uma encaixe de cinco vagas para cada equipe. Mas, chegando a hora marcada, não tivemos o encaixe prometido. Depois, informaram que às 13h teria outro encaixe, que também não aconteceu”, relata a moradora de Ceilândia.

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Nesta segunda, Juliana conta que chegou às 7h20 na UBS, mas que foi informada que só seria atendida por volta de 10h20. Até o início desta tarde a paciente ainda aguardava por um médico na unidade. “Estão dando atestados de comparecimento do período matutino para ajudar no trabalho, porque não conseguimos atendimento pela manhã”, comenta.

O outro lado

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF negou problemas na unidade. Segundo a pasta, “os agendamentos e atendimentos na UBS 15 de Ceilândia estão ocorrendo regularmente dentro dos padrões de serviços da Atenção Primária”. Nesta segunda-feira (16/5), até as 14h, já foram atendidas mais de 200 pessoas na unidade.”

“A UBS conta com cinco equipes, que são formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde, além de dentistas e técnicos em higiene bucal. Esses profissionais estão organizados em equipes de Saúde da Família (eSF) e equipes de Saúde Bucal (eSB) e oferecem diferentes tipos de atendimentos aos pacientes”, disse a pasta, em nota.

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