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Poeira de terra, cimento, areia e barulho de máquinas escavadeiras. É nesse ambiente insalubre que as crianças da creche Renascer – Centro de Educação da Primeira Infância Angelins (Cepi Angelins) –, na CL 118 de Santa Maria, são obrigadas a ficar. O transtorno tem ocorrido desde que a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) iniciou, há dois meses, a obra da adutora de água tratada do Sistema Produtor Corumbá na região.

Na manhã dessa terça-feira (12/6), o Metrópoles esteve na creche e constatou o problema. “Há muita poeira e não adianta lavar. É como enxugar gelo. Os funcionários limpam e suja tudo novamente”, reclamou a diretora do Cepi Angelins, Maísa da Silva Campos.

A creche atende 150 crianças em período integral com idades entre 4 meses e 3 anos. No entanto, muitos pais não estão levando os filhos para o local. “Eles informaram que fariam uma adutora subterrânea e depois teria a finalização da obra para repor o asfalto. Mas não temos retorno de quando isso ocorrerá. Enviaram um caminhão-pipa para molhar a rua e diminuir a poeira que toma conta das ruas. Porém, não há um posicionamento concreto sobre a entrega”, queixou-se a diretora.


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Doenças respiratórias
Ainda segundo a diretora, a situação piorou durante o período seco. “O pó somado à baixa umidade causam problemas respiratórios nos nossos alunos. A maioria ficou doente, com alergia nos olhos. Recebemos muitos atestados. A saúde de todo mundo está prejudicada”, disse.

Maísa afirma que a situação também está atrapalhando o planejamento das atividades e o desenvolvimento das crianças. “Elas não estão tendo acesso aos brinquedos. Estamos os mantendo em sala de aula para evitar maiores problemas”, acrescentou.

Além disso, desde abril, os pequenos não se alimentam no refeitório da creche. “As crianças comem em sala de aula. As cadeiras que ficavam no pátio estão todas guardadas e empoeiradas. Não tem como deixá-los lá com toda essa poeira. Está tudo impregnado”, comentou Maísa.

O outro lado
Em nota, a Caesb informou que a previsão para concluir a instalação da adutora é setembro de 2018. “Após essa obra, a recomposição asfáltica será feita”, assinalou a estatal.

A companhia afirmou que a adutora será responsável por levar a água (1.400l/s) da Estação de Tratamento de Valparaíso (GO) para os reservatórios de Santa Maria. No DF, serão atendidas as cidades do Gama, Santa Maria, Recanto das Emas, Taguatinga Sul, Águas Claras, Núcleo Bandeirante, Park Way e Arniqueiras.

A obra tem custo total de R$ 540 milhões, recursos que estão sendo divididos entre Goiás e o DF. A construção ficou parada por meses após suspeita de superfaturamento no estado vizinho.

 

 

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