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Tráfico abriu distribuidoras de bebida no DF para lavar dinheiro
Organização criminosa vendia drogas e armas para homens do tráfico revenderem na capital federal. Grupo é alvo de megaoperação da PCDF
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Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apuraram que a organização criminosa alvo de megaoperação nesta quarta-feira (27/9) abriu distribuidoras de bebidas na capital federal para fazer a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas e de armas.
Coordenada pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), a ação cumpre 33 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão temporária. Desses mandados, alguns deles foram cumpridos nas distribuidoras de bebidas, a maioria delas localizadas em Ceilândia.
“As distribuidoras foram alvo da operação de hoje e, além de realizar lavagem de dinheiro, eles [traficantes] também faziam o comércio de maconha, cocaína e crack no local. A gente também conseguiu apreender cerca de R$ 10 mil em espécie, em um desses endereços”, detalhou o delegado-chefe da 5ª DP, Ataliba Neto.
O grupo adquiria as substâncias em Goiás e Mato Grosso, garantindo o tráfico interestadual. Os mandados são cumpridos na Estrutural, em Taguatinga, no Riacho Fundo, Riacho Fundo II, em Águas Claras, Arniqueiras, na Feira dos Importados do SIA e em Ceilândia e Águas Lindas (GO).
Segundo as apurações no âmbito da Operação Tiphon – deus da seca, que, de acordo com a mitologia grega, simbolizava o elemento ar em sua forma mais furiosa –, a quadrilha atuava com a venda de drogas no Plano Piloto e nas regiões administrativas da Estrutural, de Taguatinga, do Riacho Fundo, Riacho Fundo II e de Ceilândia.
De acordo com o delegado, o bando atuava no atacado vendendo para outros traficantes, que revendiam essas drogas para os usuários. “A gente sabe que o lucro deles era muito grande. Cada carregamento de drogas ali, eles tentavam almejar um lucro de R$ 1 mil em cada venda”, ressaltou.
Com as apreensões e mandados de prisão cumpridos, os investigadores vão aprofundar as diligências no intuito de tentar delimitar o lucro aferido por essa organização criminosa e também o tempo de atuação dela no DF.
Criminosos alvo da operação
Todos os representados que tiveram a prisão temporária decretada já tinham passagens policiais por tráfico de drogas, tentativa de homicídio e roubo. “Eles são pessoas perigosas que já tinham uma vida pregressa muito grave e que a gente espera ter tirado de circulação por um bom período de tempo”, alegou o delegado.
Ao longo de um ano de investigações, os agentes identificaram cerca 20 integrantes da organização criminosa, dos quais 15 deles tiveram os mandados de prisão temporária expedidos. “Estamos analisando a situação flagrancial dos outros integrantes que foram conduzidos, especificamente mulheres que auxiliavam nesse tráfico, sendo elas irmãs, mães e até mesmo companheiras”, disse o delegado.
Até o fechamento desta matéria, quatro membros do grupo ainda não haviam sido localizados. De acordo com o delegado Ataliba, um deles é um dos principais fornecedores de drogas para os traficantes do DF.
“Caso não seja localizado, a gente vai estar divulgando o nome e a imagem para que pessoas que saibam do seu paradeiro possam informar à Polícia Civil para que a gente possa dar cumprimento ao mandado. A grande maioria é aqui do Distrito Federal, mas eles se mudaram, temos a informação que um está no Entorno”, pontuou.
Pedra de crack
A operação é decorrente de uma investigação iniciada em 30 de agosto do ano passado, após a prisão de dois homens pelo crime de tráfico de drogas. Na ocasião, eles foram detidos no Cruzeiro após terem sido flagrados transportando uma grande pedra de crack em um local secreto no veículo que estavam.
Após a prisão dos autores, os policiais da 5ª DP decidiram analisar o material apreendido com eles e constataram que eles integravam uma organização criminosa armada, especializada no comércio interestadual de drogas e armas de fogo.
Durante o decorrer da investigação, foram identificados outros integrantes do bando, além de alguns de seus fornecedores e consumidores. Os policiais ainda descobriram que alguns dos integrantes atuam no comércio ilícito de armas de fogo.












