Os bastidores da cobertura policial de um jeito que você nunca viu

Interpol: Brasil uniu forças para derrotar candidato apoiado pelos EUA

Embora implícito, o discurso tinha como endereço os Estados Unidos (EUA), que defendiam a candidatura do general colombiano Jorge Valencia

atualizado 25/11/2021 17:00

Delegado da PFInterpol/Divulgação

Houve uma intensa articulação política internacional nos bastidores da eleição vencida pelo delegado da Polícia Federal (PF) Valdecy Urquiza Júnior (foto principal), que ocupará a vice-presidência do Comitê Executivo da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). É a primeira vez que um brasileiro estará no cargo. O mandato é de três anos.

A principal arma utilizada pela delegação brasileira, liderada pelo diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, foi a realização de reuniões bilaterais com os tradicionais acertos de última hora. Para os países em desenvolvimento, como a anfitriã Turquia e aliados, o discurso foi o da necessidade de que esses países ocupem cargos mais importantes na Interpol, além da participação direta nas principais decisões da organização, geralmente concentradas nas nações mais desenvolvidas.

Embora implícito, esse discurso tinha como endereço os Estados Unidos (EUA), que defendiam a candidatura do general colombiano Jorge Luis Vargas Valencia, diretor-geral da Polícia Nacional da Colômbia. O brasileiro venceu com 55,8% dos votos, cuja eleição vinha sendo dada como certa. E, entre os eleitores do brasileiro Urquiza, surgiu a surpresa de um aliado que tradicionalmente sempre esteve ombreado com os norte-americanos: o Reino Unido.

Queda de braço

A coluna apurou que a vitória de Urquiza simboliza uma conquista inédita, já que ele está à frente de um cargo no qual sempre houve hegemonia americana. A coalização internacional em torno do nome do brasileiro promoveu uma queda de braço contra os norte-americanos, que lutavam para manter o controle da posição.

A Assembleia Geral ocorreu nesta quinta-feira (25/11), em Istambul, na Turquia. A Interpol conta, atualmente, com integrantes de 194 nações, dessas, 172 delegações foram credenciadas. Foi a maior assembleia geral da história, em termos de número de países credenciados para participar.

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