A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) afirmou nesta terça-feira (14/05/2019) que a empresa só volta a negociar com o Sindicato dos Metroviários do DF (Sindmetrô) quando a paralisação da categoria for encerrada.

Sem acordo, a greve chega ao 13º dia nesta terça e não há data para uma nova audiência de conciliação. O Metrô informou, ainda, que o sindicato não está cumprindo a determinação da Justiça para garantir o mínimo de trens em circulação no horário de pico.

“A liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) não vem sendo cumprida a contento pelo sindicato”, diz trecho da nota. A assessoria de imprensa do Sindmetrô, no entanto, negou ter descumprido determinação da Justiça do Trabalho.

De acordo com a diretora de Comunicação da entidade, Renata Campos, a empresa ainda não entrou com o dissídio coletivo. “Por conta disso, a greve se estende. Já houve a tentativa de negociação em audiência de conciliação, no último dia 06/05/2019, por parte do sindicato, mas, os diretores e o [departamento] jurídico do Metrô-DF não quiseram negociar”, alegou.

Greve
No feriado de 1° de maio, a categoria decidiu cruzar os braços a partir do segundo dia do mês. A assembleia reuniu pouco mais de 400 empregados na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga, segundo balanço feito pela Polícia Militar. Na votação, 186 servidores foram favoráveis à greve e 73, contrários.

A categoria rejeitou a proposta do governo, que ofereceu a manutenção, em sua integralidade, do Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2019 e seus termos aditivos, pelo período de 1º de junho de 2019 a 1º de abril de 2020. O documento traz direitos relacionados a salários, reajustes, jornadas de trabalho, gratificações, adicionais, entre outros.

O sindicato reclama que benefícios sociais reunidos em 52 cláusulas teriam sido cortados. Além disso, o Metrô não estaria cumprindo acordos coletivos, judiciais e sentenças da Justiça favoráveis à categoria desde 2015.

“Não vai dar em nada”
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), falou recentemente sobre a greve dos metroviários e outras paralisações, como a da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), após sair do encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), parlamentares e gestores de outras unidades da Federação no Lago Sul, na quarta-feira (08/05/2019).

O movimento dos servidores, segundo o emedebista, é inócuo, em razão da dificuldade financeira que o DF enfrenta. “É uma falta de compreensão muito grande do serviço público, sabendo que todos os estados estão quebrados, tentar enfrentar greves por melhorias salariais. Todos nós sabemos que não vai dar em nada, porque não existe possibilidade de se negociar no âmbito de salários”, disse Ibaneis.