O embate entre moradores da QN 1 do Riacho Fundo I e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) continua. Ao perceberem a chegada de caminhões com concreto para a construção de uma estação elevatória de esgoto na quadra, nesta quinta-feira (19/7), a comunidade fechou a entrada de veículos no local, em protesto.

De acordo com os manifestantes, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) teria dado prazo até esta quinta para a Caesb se pronunciar sobre possíveis irregulares da obra. Mas, em vez de prestar os esclarecimentos solicitados, a empresa deu seguimento à construção (veja vídeo abaixo).

 

Uma comissão dos moradores procurou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para denunciar irregularidades, no final de maio. O grupo argumentou que a documentação da obra está errada e com endereço de outro lugar. Outra questão apontada é a retirada de água de um lençol freático, atingido pelas máquinas trabalhando no local. Na visão dos moradores, o serviço prejudica o aquífero.

“Fizemos uma ação popular e o juiz deu 72 horas para a Caesb se pronunciar. Em vez disso, eles estão concretando todo o buraco, para destruir as provas de que eles atingiram o lençol freático”, acusa o morador Valônio Freitas.

Outro lado
De acordo com a companhia, a concretagem faz parte da segunda etapa da obra e tem por finalidade impedir que o esgoto atinja o solo ao passar pela região e chegue ao lençol freático. A terceira e última fase consiste no levantamento de “casinhas”, nas quais serão instaladas as bombas que conduzirão o material.

Por meio de sua assessoria, a Caesb diz ainda que a obra faz parte da construção do equipamento de saneamento da região do Riacho Fundo I e, ao todo, serão oito as subestações responsáveis por levarem os detritos até a estação Melchior.

Em relação aos pedidos de informações feitos tanto pela Justiça quanto por deputados distritais, segundo a Caesb, todos já foram respondidos e em nenhum momento foi determinada a interrupção da obra.