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O GDF, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e o Serviço Florestal Brasileiro, lançou, nesta terça-feira (3/4), edital para fortalecer as ações de recuperação de áreas degradadas no Distrito Federal. O ato ocorreu no Centro de Excelência do Cerrado (Cerratenses), no Jardim Botânico de Brasília.

Trata-se de programa-piloto que selecionará projetos de recomposição florestal em pequenas propriedades rurais, prioritariamente, nas Bacias do Rio Descoberto e do São Bartolomeu. Os espaços foram escolhidos por serem importantes fontes hídricas.

Poderão se inscrever, até 4 de junho, instituições sem fins lucrativos interessadas. O edital foi publicado no site da Fundação Banco de Brasil, que explicará, em oficina, os detalhes do documento a quem quiser enviar proposta.

Uma das inovações do documento é a destinação de recursos de compensação florestal para desenvolvimento de novas técnicas de recuperação, como a opção por sistemas agroflorestais, plantio direto de sementes e recondução de brota natural.

Neste primeiro momento, está previsto investimento de R$ 1 milhão, a título de recomposição florestal, devido pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap).

O recurso poderá apoiar despesas com aquisição de materiais, práticas de controle de erosão e pagamento de serviços de produção, por exemplo.

O monitoramento do processo será de responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Para o secretário Igor Tokarski, a participação da sociedade em soluções para preservação do Cerrado é imprescindível.

Reflorestamento
Com a iniciativa, o grupo espera um tipo de reflorestamento que se adeque melhor às necessidades do bioma, que é diverso e exige técnicas distintas em cada área.

O lançamento do edital integra o programa Recupera Cerrado, desenvolvido pela Aliança Cerrado, uma rede permanente com membros do governo e da sociedade civil para a preservação ecológica local.

O grupo, formado em setembro de 2015, é composto por 58 instituições, entre elas organizações educacionais, financeiras e filantrópicas; associações sociais; secretarias de Estado; empresas privadas e institutos internacionais ligados ao meio ambiente.