Marinha abre inquérito para apurar morte de filha de diplomata

Jovem de 15 anos estava em uma boia rebocada por uma lancha. Durante uma manobra, ela foi arremessada e bateu a cabeça contra uma embarcação

Felipe Menezes/MetrópolesFelipe Menezes/Metrópoles

atualizado 10/10/2019 21:49

A Marinha do Brasil abriu procedimento para investigar o acidente aquático que resultou na morte da filha de um diplomata americano. A tragédia ocorreu no Lago Paranoá, no último dia 28. A garota, de 15 anos, ficou internada em um hospital particular de Brasília até essa terça-feira (08/10/2019), quando o óbito foi registrado.

Ao Metrópoles, o Comando do 7º Distrito Naval informou ter instaurado um inquérito sobre acidentes e fatos da navegação (IAFN), “com o propósito de identificar as causas determinantes do acidente e apurar as eventuais responsabilidades dos envolvidos”.

Segundo a Força, a jovem estava em uma boia do tipo disco boat, na companhia de uma amiga. O equipamento era rebocado por uma lancha, que ao fazer uma manobra arremessou as duas para fora do flutuador. As adolescentes acabaram se chocando contra uma embarcação que estava ancorada, sendo a filha do diplomata resgatada das águas em estado crítico.

Após o acidente, uma equipe da Capitania Fluvial de Brasília se deslocou até um clube para onde as duas embarcações envolvidas no acidente foram levadas. No local, os militares da Marinha colheram algumas informações que subsidiarão o inquérito. Em nota, a corporação ainda destacou “lamentar profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares”.

Embaixada dos EUA

Por meio de nota, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil se manifestou alegando profunda tristeza com a morte de um dos membros da comunidade americana.

“Nossos mais profundos sentimentos para a família da pessoa envolvida. A família aprecia e agradece muito as efusivas manifestações de condolências. Por respeito à família durante este tempo difícil, não temos mais comentários.”

De acordo com a representação diplomática, as autoridades brasileiras abriram uma investigação, e a embaixada está acompanhando e trabalhando em estreita colaboração no caso. A menina era a filha mais velha do diplomata que coordena a missão de imprensa no Brasil. O pai da adolescente é casado com uma brasileira e tem dois filhos.

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