Mãe de rapaz morto por motorista bêbado: “Desfigurou meu filho”

Gabriel Jorge Neves de Jesus foi atropelado quando trocava o pneu na BR-020. Condutor tentou fugir, mas foi contido por populares

atualizado 27/01/2020 18:04

Chico Dutra/Metrópoles

A mãe de Gabriel Jorge Neves de Jesus desabafou durante o enterro do filho, na tarde desta segunda-feira (27/01/2020), no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. O jovem de 18 anos morreu atropelado enquanto trocava o pneu do carro, na noite de sábado (25/01/2020), na BR-020, próximo ao balão do Colorado. O principal suspeito é  o motorista de uma VW Amarok, que estaria com sinais de embriaguez.

Segundo Francisca Alves Souto, 57 anos (de blusa branca na foto em destaque), mãe da vítima, o filho seguia para o aniversário de um parente quando foi morto na estrada. “Era um dia em que estávamos comemorando, num aniversário. Eu estava esperando ele quando recebi a notícia”, lamentou.

A dor da mulher tornou-se ainda mais intensa ao descobrir a dinâmica da tragédia. “Ele arrastou meu menino por 300 metros. Desfigurou meu filho e tentou fugir”, desabafou. A tristeza somou-se à indignação quando familiares souberam da soltura do responsável pelo acidente.

Segundo dona Neide, como é chamada, o filho era carinhoso. No mesmo dia, trocou mensagem com o rapaz pelo WhatsApp. “Pedi para ele se cuidar naquele dia e ele respondeu: ‘pode ficar tranquila, amor'”, relembrou.

Além de levantar a bandeira para a punição redobrada a motoristas alcoolizados, ela também defende a valorização do Corpo de Bombeiros. “Eles nos trataram com o maior carinho e respeito, como se fôssemos da família”, elogiou.

Já a irmã de Gabriel, Aline Nakamura, 27, disse não descansar enquanto não ver o suspeito de matar o caçula da família atrás das grades. “Destruiu uma família inteira. Não vou descansar enquanto não vê-lo pagando pelo crime que cometeu.”

Tentativa de fuga

De acordo com o Boletim de Ocorrência feito pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), o homem que causou o acidente ainda tentou fugir do local, mas pessoas que presenciaram o fato não deixaram. O caso é investigado pela 6ª DP (Paranoá).

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