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O voo da Latam JJ 3967, que deveria ter iniciado viagem entre Brasília e Curitiba às 10h30 desta terça-feira (4/10), só decolou há poucos minutos, por volta das 13h20.

O atraso de quase três horas ocorreu porque o comandante da aeronave se recusou a decolar o avião, por causa de uma das passageiras, a bebê Mariah, que necessita de condições especiais para respirar. Portadora de uma doença rara, a Velocardiofacial, a menina de 1 ano e seis meses depende de um balão de oxigênio ligado a uma tomada durante todo o voo.

Reprodução

Tela de acompanhamento de voo confirma o atraso de 3 horas

A mãe de Mariah, Rosa Maria Dias, comprou a passagem dela e da filha em 16 de setembro. A menina tem uma consulta nesta quarta-feira na capital paranaense, Curitiba.

Rosa e a filha moram em Rio Branco (AC). Essa não é a primeira vez que viajam em busca de tratamento para Mariah. Mas o problema que enfrentou na manhã desta terça foi inédito. Sempre que precisou levar a filha de avião a outros estados, Rosa ligou o balão de oxigênio da bebê a uma das tomadas reservadas para uso médico nas aeronaves.

Desde o dia 28 de setembro, no entanto, a Latam emitiu um boletim interno determinando a exigência de que o passageiro embarque com bateria capaz de cobrir 150% do tempo de voo, nos casos em que precise ficar conectado à energia do avião.

As tomadas regulares para carregamento de celulares e computadores não são seguras em situações como essa, já que, se houver pane, o aparelho essencial para a sobrevivência da criança poderia deixar de funcionar.

Segundo Rosa, no entanto, essas baterias externas com potência para alimentar os balões de oxigênio são caríssimas e ela não teria condição de comprá-las.

Veja o relato da mãe da criança e do médico pediatra Alvarez Cunha, que acompanhou a confusão:


Impasse

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Passageiros aguardaram por volta de três horas para começar a viagem

Os 154 passageiros embarcados no voo JJ 3967 tiveram de esperar o desfecho da companhia aérea para o impasse, já que Rosa se recusou a desembarcar do avião com a filha. Por volta das 13h, um funcionário da companhia aérea liberou para Rosa uma tomada especial, reservada justamente para emergências médicas.

O problema é que, segundo a companhia justificou aos passageiros durante o período de atraso, essas entradas estavam desativadas desde a nova resolução, obrigando os passageiros a levarem suas próprias baterias externas.

Em resposta ao Metrópoles, a Latam diz que “se sensibiliza com a situação”. A companhia confirmou que Rosa embarcou com os outros passageiros rumo a Curitiba.

Saiba o que é a Velocardiofacial
A Síndrome Velocardiofacial é uma condição genética congênita que caracteriza o desenvolvimento anormal do arco faríngeo, resultando em defeito no desenvolvimento das glândulas paratireoideas, timo e nas vias de saída do coração. Pacientes com esta síndrome podem apresentar anormalidades funcionais e estruturais do palato, defeitos cardíacos, características faciais únicas, fala anasalada, dificuldades no aprendizado e hipotonia.

 

 

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