“Racha na L4 Sul”: absolvido, sargento do Bombeiros voltará a dirigir

Noé Albuquerque conseguiu derrubar liminar que apreendeu sua Carteira de Habilitação. Mãe e filho morreram em acidente ocorrido em 2017

CBMDF/DivulgaçãoCBMDF/Divulgação

atualizado 24/06/2019 13:49

Absolvido em março deste ano pelo Tribunal do Júri de Brasília, após ser acusado de participar de um suposto racha na L4 Sul, o sargento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) Noé Albuquerque Oliveira poderá voltar a dirigir.

A defesa conseguiu derrubar medida cautelar do Ministério Público do DF e Territórios que apreendeu a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do militar.

“Quando o MPDFT o denunciou lá no início do processo, teve como uma de suas medidas cautelares justamente a apreensão do documento dele. Como ficou comprovado que Noé nunca se envolveu e, portanto, foi absolvido, as medidas cautelares acompanham a decisão da absolvição. Fizemos, então, um requerimento e, de fato, o juiz decidiu da forma como prevê a lei”, explicou o advogado Éder Ricardo Fior ao Metrópoles.

O caso, conhecido como “racha na L4 Sul”, ocorreu em abril de 2017. Duas pessoas morreram.  Testemunhas afirmam que a Land Rover Evoque de Noé e o Jetta de Eraldo estavam emparelhados, em alta velocidade, na via.

Segundo Eraldo, ele teria perdido o controle do Jetta e atingido o Fiesta que estava ocupado por quatro pessoas da mesma família. O impacto foi tão forte que o carro das vítimas capotou.

A traseira do veículo ficou completamente destruída. No banco de trás, devidamente presos ao cinto de segurança, estavam Cleusa Maria Cayres, 69 anos, e Ricardo Clemente Cayres, 46, respectivamente mãe e filho. Para eles, não houve tempo de socorro: morreram após o impacto.

Em audiência de instrução realizada em abril de 2018, Eraldo confirmou que dirigia a 110 km/h, conforme apontado em laudo da Polícia Civil.

 

 

Últimas notícias