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Após quase seis meses do atropelamento que matou casal de idosos durante caminhada no Lago Norte, o Tribunal do Júri do Distrito Federal decidiu arquivar o processo penal aberto para apontar responsabilidades sobre a tragédia. A condutora havia sido indiciada por ter assumido o risco de matar, mas os promotores pediram o arquivamento do inquérito pelo caso ter perdido o objeto, pois a motorista também morreu.

O atropelamento ocorreu no dia 18 de janeiro, vitimando os aposentados Evaldo Augusto da Silva e Dulcineia Rosalino da Silva. Já a motorista do carro que os atingiu, Luciana Pupe Vieira, teve a morte confirmada dois meses depois, em março, após ficar todo esse tempo internada, inconsciente.

De acordo com o laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal, o veículo conduzido por Luciana estava a 140 km/h no momento do acidente, mais do que o dobro da velocidade máxima permitida na via: 60 km/h. A linha da investigação é de que a condutora teve um mal súbito e perdeu o controle do carro, que atingiu o casal de pedestres – Evaldo e Dulcineia caminhavam pela calçada da via. Contudo, a tese não chegou a ser confirmada.

Durante o atendimento emergencial, os socorristas do Hospital de Base afirmaram que Luciana tinha diabetes e, possivelmente, teria sofrido grave crise de hipoglicemia, fato que teria causado um desmaio e, consequentemente, a perda do controle do veículo.