Justiça concede liberdade a homem que incendiou ônibus na Esplanada

Cláudio da Silva Lage, 36 anos, foi solto por ser réu primário e, no entendimento da juíza, não ser uma pessoa de alta periculosidade

atualizado 27/06/2020 15:10

Ônibus incendiado por homem na frente do Palácio do PlanaltoReprodução/YouTube

A Justiça do Distrito Federal decidiu, neste sábado (27/06), conceder liberdade provisória a Cláudio da Silva Lage, 36 anos. Ele foi o homem responsável por atear fogo dentro de um ônibus, na tarde de quinta-feira (25/06), em frente ao Palácio do Planalto.

De acordo com o entendimento da juíza Luciana Gomes Trindade, o crime “não causou significativo abalo da ordem pública nem evidenciou periculosidade exacerbada do seu autor”. Para ela, não há justificativas para manter a prisão do autuado.

Outro ponto considerado pela magistrada foi a comprovação de que Cláudio é réu primário, sem antecedentes criminais além de ter “residência fixa com confirmação do endereço em audiência e trabalho lícito”.

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O incendiário estava preso na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Antes de ser detido pela Polícia Militar, o suspeito gritava que havia sido presidente do Banco Central e que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lhe devia R$ 2 bilhões.

Após derramar gasolina no assoalho do coletivo, atear fogo e descer gritando “Fora, Bolsonaro”, o homem provocou pânico nos ocupantes do transporte público. Em seguida, equipes da PM detiveram o manifestante. Cláudio foi autuado em flagrante por crime de incêndio.

Tensão

Segundo a cobradora de ônibus Deusilde Santana, antes de cometer o crime, Cláudio seria deficiente físico e havia embarcado no coletivo da empresa TCB, que faz o trajeto da linha 108, na Esplanada dos Ministérios. Segundo a PM, cerca de 10 passageiros ocupavam o veículo. Ninguém ficou ferido.

Veja vídeo com explicação da cobradora:

De acordo com a cobradora, o passageiro embarcou na Rodoviária, portando uma mochila e uma muleta. Quatro faixas do Eixo Monumental foram bloqueadas na altura do Palácio do Planalto.

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