Juntos, candidatos ao GDF somam apenas 549 mil seguidores nas redes

Número representa um quarto do total de eleitores no Distrito Federal e não chega perto de estados com quantidade de votantes parecida

atualizado

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1 de 1 gif-garzon - Foto: Arte/Metrópoles

Os candidatos ao Governo do Distrito Federal não deslancharam em número de seguidores. A duas semanas do primeiro turno das Eleições, o seis postulantes ao Palácio do Buriti mais bem colocados na última pesquisa Metrópoles/Ideia somam 549 mil seguidores no Twitter, Facebook e Instagram.

O total de perfis que seguem os aspirantes a chefe do Executivo local representa apenas um quarto do total de eleitores na capital, que é de 2,2 milhões, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Levando em conta que cada pessoa pode ter uma conta em cada rede e seguir mais de uma pessoa, o número real de pessoas pode ser ainda menor.

Atual governador, – que busca a reeleição – Ibaneis Rocha (MDB) lidera em número de seguidores tanto no Instagram quanto no Facebook. Já a senadora Leila Barros (PDT) é a que tem mais perfis acompanhando suas postagens no Twitter.

Paulo Octávio (PSD) que, apesar de pontuar relativamente bem nas pesquisas, é o quinto candidato mais seguido. Em um perfil recém-criado no Twitter, por exemplo, ele tinha apenas 76 seguidores até a última quarta-feira (14/9).

Veja abaixo o número de seguidores nas redes em levantamento realizado em 14/9

O número é baixo se comparado a outros candidatos a governador em estados com número de eleitores semelhante ao DF.

No Rio Grande do Norte, por exemplo, a atual governadora e candidata à reeleição, Fátima Bezerra (PT), soma 548 mil seguidores nas três redes. Já no Amazonas, o também candidato ao segundo mandato Wilson Lima (União) chega a 517 mil.

Para Wladimir Gramacho, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do Centro de Pesquisa em Comunicação Política e Saúde Pública (CPS), o número de seguidores não tem refletido a popularidade dos candidatos. Ele aponta alguns motivos para isso.

O primeiro é a quantidade de candidatos para diversos cargos disputando o mesmo espaço nas redes, o que acaba poluindo a rede do usuário. “Tem muito pretendente ao Senado, Câmara Federal e Distrital indo atrás de seguidores no feed”, explica.

Outro ponto é a característica bem singular do Distrito Federal, de ter uma extensão territorial pequena. “Nós não somos exatamente um estado. A eleição para governador aqui é mais equivalente a de uma prefeitura de grande cidade. O que mais conta é o corpo a corpo, a visita às cidades, as conversas com entidades de classe”, destaca.

Devido ao curto espaço geográfico, um candidato no DF consegue visitar todas as regiões administrativas durante a campanha. “Isso é algo que em grandes estados ou mesmo na eleição a nível federal não é possível. Nesses casos, a rede social é importante para estar em uma cidade e fazer uma transmissão ao vivo para atingir os outros eleitores”, lembra.

O protagonismo e polarização que tomou conta da eleição para a Presidência também acaba exercendo influência. “Tem gente que vota em determinado candidato e por causa da aliança em nível federal. Não precisa nem seguir, nas redes”, pontua.

O que dizem as campanhas

A reportagem entrou em contato na quinta-feira (15/9) com a assessoria dos seis candidatos citados na reportagem. Quatro deles responderam até a publicação da reportagem.

A campanha de Ibaneis Rocha (MDB) informou que “toda a comunicação é complementar: digital, televisão, rádio e manifestações de rua. A estratégia é unificada, fazendo com que as pessoas tenham um contato mais constante com a campanha e tenham informações reais e confiáveis”.

No caso específico das redes sociais, a assessoria diz que “os números que estão ali – seguidores, curtidas – não necessariamente refletem a entrega para os usuários das redes. Nos últimos 14 dias, só o Instagram teve cerca de 14 milhões de impressões e mais de 1 milhão de contas foram alcançadas”.

A campanha de Izalci Lucas (PSDB) disse que as redes têm sido uma oportunidade para criar mais laços com seguidores e abrir a possibilidade de se comunicar com novas pessoas. “Todos os dias recebemos mais e mais mensagens de pessoas que estão buscando propostas, ideias e possibilidades reais de mudança para o Distrito Federal e as redes tem sido um suporte indispensável nessas horas”.

O texto destaca, ainda, que considera as redes sociais como um dos fatores que irá dar os contornos à eleição. “Acreditamos que elas são uma das esferas que irão definir a campanha, elementos importantes para a exposição e para conversas que aproximam de verdade o candidato dos eleitores, assim como os espaços na TV, os debates, caminhadas nas ruas e todas as ações que estamos promovendo”.

Leandro Grass (PV) disse que a campanha está crescendo. “Cada dia chega mais gente para nos acompanhar nas redes, pedir informações e interagir de alguma forma. O digital é com certeza uma ferramenta poderosa para alcançar as pessoas, mas nossa campanha também está sendo feita nas ruas, com olho no olho e marcando presença, como foi desde o início do meu trabalho como deputado distrital”.

O candidato argumentou que o desempenho nas redes sociais não deve ser medido só por números, mas também pela qualidade do engajamento do público. “Além disso, cada seguidor que vê ali nossas propostas reproduz sua percepção para familiares e amigos de diversas formas, seja pessoalmente ou pelo WhatsApp, por exemplo, que não produz métricas públicas, mas é um canal que usamos muito para falar com cada pessoa diretamente”.

Paulo Octávio (PSD), por meio da sua assessoria, disse que as redes têm registrado crescimento, tendo em vista que os perfis foram criados há poucos meses. “Nos últimos 30 dias, o crescimento médio das nossas redes foi de 305%, comparado ao mês de julho. O nosso público compartilha os conteúdos e interage nas publicações de forma positiva, demostrando apoio real”, disse.

A campanha afirmou, ainda, crer que as redes sociais terão um papel importante nessas eleições, pelo total de pessoas atingidas, devido à possibilidade de interação e pela possibilidade de as pessoas se manifestarem em relação aos temas abordados. “Temos feito uma campanha propositiva, de forma a falar das propostas e metas do Paulo Octávio para o governo do Distrito Federal. Acreditamos que as eleições serão decididas com o mix entre o digital e o convencional. Afinal, o contato com o eleitor em suas cidades é primordial”, disse, em nota.

Keka Bagno (Psol) e Leila do Vôlei (PDT) não responderam aos questionamentos da reportagem até a última atualização desta reportagem.

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